Zelensky acusa Rússia de recusar cessar-fogo e defende armas na ONU

Zelensky acusa Rússia de recusar cessar-fogo e defende armas na ONU

Presidente ucraniano alerta sobre ameaça de drones, critica resposta internacional e agradece apoio de Trump

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, subiu à tribuna da Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (24) para falar sobre a guerra em seu país. Durante o discurso, ele acusou a Rússia de rejeitar qualquer proposta de cessar-fogo. “A guerra da Rússia contra nosso país continua enquanto pessoas morrem todas as semanas. Não há cessar-fogo porque a Rússia se recusa a aceitá-lo”, afirmou.

Falando em inglês, Zelensky destacou a necessidade de armas para garantir a paz. “O século XXI é diferente. Se uma nação quer paz, ela ainda precisa se armar. É uma realidade dura, mas é assim que o mundo funciona. Não é a lei internacional nem a cooperação que decide quem sobrevive”, disse.

O presidente ucraniano alertou para o crescimento do uso de drones em conflitos, que antes eram ferramentas restritas a países ricos. “É só uma questão de tempo até drones enfrentarem outros drones de forma autônoma, sem humanos envolvidos”, afirmou, lembrando que a Ucrânia precisou criar suas próprias aeronaves para se defender.

Zelensky criticou a fraqueza das instituições internacionais e afirmou que o mundo ainda não reage à altura do conflito. Citou ataques recentes, invasões de espaço aéreo e blecautes na região. “Essa loucura continua porque as instituições internacionais são muito frágeis”, disse.

Ele também mencionou a escalada das armas avançadas, citando ataques a figuras políticas internacionais e tentativas de assassinato contra líderes estrangeiros. “As armas evoluem mais rápido do que nossa capacidade de defesa. Não tivemos alternativa além de construir nossos próprios drones para sobreviver”, comentou.

Por fim, Zelensky agradeceu o apoio de Donald Trump e conclamou a comunidade internacional a se unir. “Não fiquem em silêncio enquanto a Rússia mantém esta guerra. Condenem-na e unam-se a nós na defesa da vida e do direito internacional”, concluiu.

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