
📚 Bukele veta linguagem neutra em escolas e reforça controle ideológico em El Salvador
Presidente proíbe termos inclusivos no ensino público, alegando proteção à infância e preservação do “bom uso da língua”.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou nesta quinta-feira (2) a proibição do uso da linguagem inclusiva em todas as escolas públicas e órgãos ligados ao Ministério da Educação. A medida foi divulgada pelo próprio líder nas redes sociais e confirmada pela ministra da Educação, Karla Trigueros.
De acordo com Trigueros, a decisão tem o objetivo de “garantir o bom uso do idioma” nos materiais escolares e “proteger crianças e adolescentes de ingerências ideológicas”. Um memorando do Ministério orienta que os colégios evitem termos como “amigue”, “compañere”, “niñe”, “todos y todas”, “alumn@” e “jóvenxs”.
A proibição se aplica a todas as instituições públicas do país e reforça uma política iniciada em 2024, quando o então ministro José Mauricio Pineda já havia retirado das escolas qualquer conteúdo ligado à ideologia de gênero.
Bukele já havia tratado do tema em fevereiro durante evento conservador nos Estados Unidos, destacando que considera fundamental que a grade curricular não inclua ideologia de gênero e que os pais tenham voz sobre o que seus filhos aprendem.
Nas redes sociais, o presidente escreveu de forma enfática:
“A partir de hoje, a chamada ‘linguagem inclusiva’ está proibida em todas as escolas públicas do nosso país.”
A medida coloca El Salvador entre os países que adotam restrições diretas ao uso de linguagem neutra e inclusiva na educação, um tema que segue gerando debates intensos sobre direitos, educação e liberdade de expressão.