
đŠ Correios Ă beira do abismo: plano de saĂșde consome R$700 milhĂ”es a cada trimestre
Estatal afunda em dĂvidas enquanto o Postal SaĂșde transforma os cofres pĂșblicos em caixa sem fundo
Ăs portas de um rombo de R$10 bilhĂ”es sĂł em 2025, os Correios vivem um estado de prĂ©-falĂȘncia. No centro dessa crise estĂĄ o Postal SaĂșde, o plano mĂ©dico destinado a funcionĂĄrios da ativa, aposentados e seus familiares â um benefĂcio que virou um dreno permanente de dinheiro pĂșblico.
O programa cobre cĂŽnjuges, filhos, pais dos servidores e ainda 203 mil aposentados, e, para manter tudo funcionando, o governo precisa despejar R$700 milhĂ”es a cada trĂȘs meses. O buraco cresceu 80% em relação ao ano anterior e nĂŁo dĂĄ sinais de desaceleração.
đ Uma conta que sĂł sobe
O quadro Ă© desfavorĂĄvel: um quarto dos aposentados atendidos pelo Postal SaĂșde jĂĄ passou dos 59 anos, o que torna a recuperação financeira do plano praticamente inviĂĄvel. SĂł em 2025, o custo total deve bater na casa dos R$2 bilhĂ”es, consumindo cerca de 10% do faturamento dos Correios â dinheiro que deixa de ser investido na prĂłpria empresa, que jĂĄ cambaleia.
đŁ A herança de gestĂ”es desastrosas
Dirigentes ligados ao PT, que comandaram a estatal por anos, fecharam acordos que ignoravam completamente a sustentabilidade do plano. O resultado é uma espécie de bomba-relógio socializada entre quem paga impostos.
A situação chegou a tal ponto que, com repasses atrasados, hospitais de peso como Rede D’Or e unidades da Unimed suspenderam o atendimento aos beneficiĂĄrios.