đŸ€ Lula baixa a bola antes do encontro com Trump: “NĂŁo espero acordo imediato”

đŸ€ Lula baixa a bola antes do encontro com Trump: “NĂŁo espero acordo imediato”

Em meio a tensĂ”es diplomĂĄticas e declaraçÔes polĂȘmicas, o presidente tenta adotar um tom mais cauteloso antes da reuniĂŁo com o lĂ­der americano na MalĂĄsia.

Durante sua viagem pelo sudeste asiĂĄtico, Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT) admitiu que o aguardado encontro com Donald Trump, marcado para domingo (26), em Kuala Lumpur, nĂŁo deve render resultados imediatos. Com o habitual ar de quem quer parecer conciliador, Lula reconheceu que o “acordo” entre Brasil e Estados Unidos vai depender de negociaçÔes tĂ©cnicas e polĂ­ticas — ou seja, ficarĂĄ para depois.

“Se eu não acreditasse que fosse possível fazer um acordo, eu nem participaria da reunião. Mas ele não vai sair agora. Será feito pelos negociadores”, declarou o presidente, tentando mostrar otimismo.

A declaração veio acompanhada de um discurso ensaiado sobre “relaçÔes civilizadas” com Washington. Segundo Lula, as conversas entre ministros brasileiros e secretĂĄrios americanos devem resolver pendĂȘncias que envolvem desde taxaçÔes sobre produtos nacionais, como carne e cafĂ©, atĂ© sançÔes contra ministros do Supremo Tribunal Federal, impostas pelos EUA com base na chamada Lei Magnitsky.

Com um tom de leve provocação, Lula afirmou que pretende falar “sem frescura” com Trump, abordando temas como China, Venezuela, Gaza, UcrĂąnia e RĂșssia. Mas deixou escapar uma crĂ­tica direta ao estilo militarista do ex-presidente americano:

“VocĂȘ nĂŁo fala que vai matar as pessoas. Tem que prender, julgar, e punir conforme a lei. Isso Ă© o mĂ­nimo que se espera de um chefe de Estado.”

Entre uma fala diplomĂĄtica e outra, Lula voltou a repetir o discurso que gerou polĂȘmica dias antes — o de que “traficantes tambĂ©m sĂŁo vĂ­timas dos usuĂĄrios”. A frase, mais uma vez, serviu de combustĂ­vel para seus crĂ­ticos, que o acusam de relativizar o crime e confundir a fronteira entre vĂ­tima e algoz.

Na pråtica, o encontro na Malåsia soa mais como um ensaio político do que uma reunião de resultados. Lula tenta se equilibrar entre a retórica anti-imperialista e o pragmatismo comercial, enquanto Trump, fiel ao estilo explosivo, deve manter a linha dura sobre drogas e segurança.

O presidente brasileiro fala em diĂĄlogo, soberania e “relação respeitosa”. Mas, com tantas contradiçÔes na bagagem e frases mal colocadas pelo caminho, fica a dĂșvida:
será que dessa vez sai um acordo — ou só mais uma viagem cheia de discursos e promessas que evaporam no ar?

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