
PP afasta ministro do Esporte Fufuca após ele decidir ficar no governo Lula
Sigla rompe relações partidárias com André Fufuca e retira comando do Maranhão; ministro mantém compromisso com o trabalho na Esplanada
O PP (Progressistas) anunciou nesta quarta-feira (8) o afastamento do ministro do Esporte, André Fufuca, de todas as atividades e decisões partidárias da sigla. A medida ocorre após Fufuca optar por permanecer no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contrariando a orientação da Executiva Nacional do partido.
“Diante da decisão de desobedecer à orientação da Executiva Nacional e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido”, afirmou o PP em nota oficial, assinada pelo presidente da legenda, Ciro Nogueira.
O texto ainda informa que o diretório do Maranhão será reorganizado, retirando Fufuca do comando estadual da sigla. O partido reforça que não faz parte do governo Lula e mantém distanciamento ideológico e programático em relação à atual administração federal.
Apesar do afastamento, o ministro seguiu declarando apoio ao presidente e enfatizou que seu trabalho no Ministério do Esporte está acima das disputas internas partidárias. Recentemente, Fufuca chegou a se arrepender publicamente do apoio a Jair Bolsonaro em 2022 e afirmou que agora deseja contribuir para a gestão de Lula.
A decisão do PP segue uma determinação similar do União Brasil, que também exigiu que seus filiados deixassem cargos no governo, afetando principalmente Fufuca e o ministro do Turismo, Celso Sabino. Sabino, assim como Fufuca, busca manter-se nos cargos, alegando compromissos com a COP30 e a confiança do presidente.
“Estamos a 30 dias da COP30, a maior reunião diplomática do planeta, e o governo tem se empenhado para que tudo seja um sucesso”, disse Sabino ao justificar sua permanência.
Com o afastamento de Fufuca, o PP deixa claro que o vínculo com a Esplanada e o trabalho de seus ministros não se sobrepõe à orientação partidária, consolidando uma ruptura formal entre a legenda e a gestão Lula.