đŸ’Œ De BrasĂ­lia a Paris: enquanto decreto causa polĂȘmica, Janja embarca para representar o Brasil

đŸ’Œ De BrasĂ­lia a Paris: enquanto decreto causa polĂȘmica, Janja embarca para representar o Brasil

Primeira-dama volta a ser alvo da oposição após decreto ampliar seu acesso ao gabinete presidencial — agora, viaja à França para discutir sustentabilidade em nome do governo

Em meio ao barulho político que tomou conta de Brasília, o governo Lula decidiu enviar Janja da Silva para Paris. A primeira-dama, que recentemente virou alvo da oposição por causa de um decreto que ampliou seu acesso à estrutura do gabinete presidencial, representarå o Brasil em um seminårio sobre transição energética e educação ambiental, entre os dias 19 e 21 de outubro.

A autorização da viagem, feita sem custos para os cofres pĂșblicos, foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que estava como presidente interino enquanto Lula cumpria agenda em Roma.

O convite partiu da Associação Autres BrĂ©sils, organizadora do evento, que apresenta Janja como “Enviada Especial para Mulheres na COP30”. Na pĂĄgina oficial do seminĂĄrio, ela Ă© descrita como uma sociĂłloga com longa trajetĂłria em projetos de igualdade de gĂȘnero, sustentabilidade e geração de renda — atributos que, segundo os organizadores, trarĂŁo uma “visĂŁo essencial” Ă s discussĂ”es sobre o futuro do planeta.

Mas o novo papel da primeira-dama segue provocando reaçÔes dentro do Congresso. Deputados da oposição apresentaram projetos para anular o decreto assinado por Lula em agosto, que permite que o gabinete presidencial preste “assistĂȘncia direta” Ă  esposa do presidente.

O líder do PL na Cñmara, Sóstenes Cavalcante, criticou a medida e questionou o espaço dado a Janja dentro do governo. “A primeira-dama não foi eleita nem tem autorização constitucional para representar o chefe do Executivo ou ter servidores à sua disposição”, afirmou o parlamentar.

Entre o discurso oficial de “colaboração voluntĂĄria” e as acusaçÔes de “abuso de poder”, o caso reforça o protagonismo de Janja dentro do governo — um papel que, entre Paris e BrasĂ­lia, continua a dividir opiniĂ”es.

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