Gleisi Hoffmann sai em defesa de decreto de Lula que dá mais espaço a Janja no governo

Gleisi Hoffmann sai em defesa de decreto de Lula que dá mais espaço a Janja no governo

Para a ministra, a norma apenas formaliza apoio institucional à primeira-dama e não cria cargos ou novos gastos — oposição acusa uso político da estrutura pública

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa do decreto assinado por Luiz Inácio Lula da Silva, que amplia o suporte da estrutura do governo à primeira-dama, Janja da Silva. A medida, publicada em 28 de agosto, determina que o Gabinete Pessoal da Presidência da República deve oferecer “assistência direta e imediata” à esposa do presidente em atividades e agendas públicas.

A oposição reagiu, acusando o governo de dar “superpoderes” à primeira-dama. Mas, para Gleisi, o decreto apenas organiza funções já existentes. “Não há nada de errado, ilegal ou irregular. O decreto não cria cargos, não aumenta despesas e tampouco amplia poderes de ninguém”, escreveu a ministra nas redes sociais.

Gleisi ainda classificou as críticas como “perseguição política e preconceito” contra Janja. “Na falta de propostas para o país, a oposição prefere inventar factoides. Força, Janja! Continue ao lado do presidente Lula e do povo brasileiro”, afirmou.

Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou um projeto de decreto legislativo para anular a norma. Ele argumenta que a medida teria “intenção de promover a imagem da primeira-dama e sustentar a pauta ideológica do governo às custas do dinheiro público”.

Diante da polêmica, a Advocacia-Geral da União (AGU) publicou uma orientação esclarecendo os limites da atuação da primeira-dama: ela pode representar o presidente em eventos sociais, culturais ou cerimoniais, desde que não assuma compromissos em nome do governo. A atuação, reforça a AGU, deve ser voluntária, não remunerada e transparente, com prestação de contas das atividades.

O caso reacendeu o debate sobre o papel das primeiras-damas no Brasil — uma função que, embora simbólica, segue despertando disputas políticas e questionamentos sobre até onde vai a fronteira entre o público e o pessoal.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags