🚹 Faltam mĂ©dicos no Norte: 1 em cada 8 postos de saĂșde funciona sem nenhum profissional

🚹 Faltam mĂ©dicos no Norte: 1 em cada 8 postos de saĂșde funciona sem nenhum profissional

đŸ©ș Levantamento nacional revela o abandono da atenção bĂĄsica na regiĂŁo; enquanto o Sudeste concentra equipes completas, o Norte amarga a maior carĂȘncia de mĂ©dicos do paĂ­s

Em pleno 2025, o retrato da saĂșde pĂșblica no Brasil ainda revela um paĂ­s profundamente desigual. Segundo o Censo Nacional das Unidades BĂĄsicas de SaĂșde (UBS), realizado pelo MinistĂ©rio da SaĂșde, a regiĂŁo Norte lidera um dado alarmante: 13,1% dos postos de saĂșde funcionam sem nenhum mĂ©dico sequer.

Ou seja, em cada oito UBSs na regiĂŁo, uma estĂĄ aberta, mas sem profissionais mĂ©dicos para atender a população. E nĂŁo se trata de algo pontual — essa carĂȘncia Ă© estrutural. A ausĂȘncia de mĂ©dicos afeta diretamente comunidades inteiras que dependem dessas unidades como porta de entrada do SUS.

Enquanto isso, o cenĂĄrio no Sudeste vai na contramĂŁo. LĂĄ, estĂŁo concentradas as equipes mais completas, com mĂ©dicos, enfermeiros, agentes de saĂșde e estrutura mĂ­nima para acolher e orientar os pacientes.

No Norte, as equipes médicas são as mais incompletas do país, segundo o levantamento. Estados como Amazonas, Acre e Roraima enfrentam dificuldades históricas para manter profissionais fixos nas cidades menores ou em regiÔes ribeirinhas e de difícil acesso.

Essa realidade expĂ”e uma ferida antiga: a desigualdade no acesso Ă  saĂșde bĂĄsica no Brasil. Enquanto moradores de grandes centros urbanos conseguem atendimento regular, brasileiros do interior da floresta, de comunidades quilombolas e indĂ­genas ficam Ă  margem, dependendo muitas vezes de remoçÔes aĂ©reas ou da sorte.

O dado Ă© um lembrete urgente: nĂŁo basta inaugurar prĂ©dios ou pintar paredes de postos de saĂșde — Ă© preciso garantir gente lĂĄ dentro.

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