Bolsa de R$ 18 mil no Congresso: Erika Hilton volta a chamar atenção pelo luxo em meio a discurso social

Bolsa de R$ 18 mil no Congresso: Erika Hilton volta a chamar atenção pelo luxo em meio a discurso social

Deputada do PSOL-SP mistura ativismo e grifes internacionais, gerando debates sobre coerência e representatividade

A cena aconteceu no plenário: a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) chegou para mais uma sessão legislativa exibindo uma bolsa da grife francesa Balmain, modelo B-Buzz 23, avaliada em cerca de R$ 18,37 mil. O momento foi registrado em vídeo pela deputada Carol de Toni (PL-SC), líder da minoria na Câmara, e rapidamente ganhou destaque nas redes.

Entre a militância e o guarda-roupa de luxo
Erika Hilton é conhecida por sua atuação como voz ativa no movimento trans e por propor mudanças trabalhistas — como o recente projeto para substituir a escala 6×1 pelo regime 4×3. Mas também construiu uma imagem marcada por peças de grifes internacionais, o que costuma provocar debates sobre coerência entre seu discurso político e seu estilo de vida.

A Balmain, fundada em 1946 e sinônimo de alta-costura parisiense, não é a única marca que a acompanha no Congresso. No mês anterior, Erika publicou uma foto em suas redes usando uma bolsa italiana Bottega Veneta, modelo Padded Cassette Crossbody Bag, de R$ 24,7 mil. Na legenda, escreveu:
“Pronta, belíssima e preparada para mais uma semana de trabalho contra os retrocessos e horrores deste Congresso”.

Além disso, internautas apontaram outros itens usados pela deputada — óculos, pulseiras e tênis — que, segundo estimativas não confirmadas, poderiam somar mais de R$ 200 mil.

Críticas e apoio político
Os acessórios de luxo renderam reações polarizadas. Críticos apontam suposta incoerência entre seu discurso de defesa dos mais pobres e o consumo de itens caríssimos. Já aliados políticos e apoiadores lembram que a vida pessoal de um parlamentar não anula sua atuação política.

Em nota oficial, a bancada do PSOL defendeu Erika Hilton, acusando setores conservadores e a extrema-direita de promoverem ataques motivados por transfobia. O partido também rebateu suspeitas de improbidade administrativa ligadas à contratação de maquiadores para seu gabinete, apontando que a deputada segue dentro da legalidade.

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