Bolsonaristas vão às ruas em 7 capitais: fé, política e tornozeleiras

Bolsonaristas vão às ruas em 7 capitais: fé, política e tornozeleiras

De orações na praça a ataques ao STF, apoiadores tentam reerguer o ex-presidente — agora inelegível e monitorado por GPS judicial.

Neste domingo (3), a paisagem de pelo menos sete capitais brasileiras ganhou um toque de verde e amarelo com direito a bandeiras, cartazes, gritos de ordem e muitas orações. O motivo? Manifestações em apoio a Jair Bolsonaro (PL) e contra as medidas impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ao ex-presidente.

As mobilizações tomaram conta de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Na capital paraense, o reforço veio de Michelle Bolsonaro, que assumiu o microfone para rezar, discursar e reforçar seu papel de liderança no PL Mulher — além de, discretamente, manter viva a possibilidade de representar o marido nas urnas de 2026.

Em Belo Horizonte, o show de microfone foi de Nikolas Ferreira (PL), queridinho da ala mais radical da direita mineira, que não economizou ataques a Alexandre de Moraes e Lula, com direito a pedidos de impeachment para ambos.

Em Brasília, parlamentares bolsonaristas marcaram presença; no Rio, o senador Flávio Bolsonaro apareceu para reforçar o ato; e em São Paulo, a Avenida Paulista recebeu simpatizantes e lideranças do movimento. A ausência notada foi a do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que trocou o palanque por um procedimento médico.

Os discursos giraram em torno da “perseguição política” a Bolsonaro. Inelegível até 2030, réu no STF e com risco de até 43 anos de prisão, o ex-presidente cumpre medidas cautelares que incluem tornozeleira eletrônica, toque de recolher noturno e banimento das redes sociais — um “pacote” de restrições que virou bandeira de protesto.

As manifestações também ecoaram a indignação bolsonarista com a prisão de Carla Zambelli (PL-SP), capturada na Itália após dois meses foragida. A tentativa de salvá-la já beira o esgotamento jurídico, mas continua rendendo discursos inflamados.

Assim, entre hinos, pregações e palavras de ordem, a base fiel de Bolsonaro tenta mostrar que ainda está viva — mesmo que seu líder precise manter a fé… e a tornozeleira.

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