Bolsonaro pode ter bancada de 44 senadores em 2027

Bolsonaro pode ter bancada de 44 senadores em 2027

Número daria poder para eleger presidente do Senado, mas não seria suficiente para aprovar impeachment de ministros do STF

Na próxima legislatura, a ala ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode chegar a até 44 senadores, segundo levantamento da Real Time Big Data. Esse total é suficiente para escolher o presidente do Senado em fevereiro de 2027, mas ainda fica abaixo dos 54 votos necessários para aprovar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes.

O estudo considerou o posicionamento atual dos senadores e os candidatos em disputa pelo Senado em cada estado, com base em pesquisas recentes. Nas eleições de 2026, dois terços das cadeiras do Senado serão renovadas, e o número de senadores aliados a Bolsonaro pode variar entre 42 e 44, dependendo dos resultados finais.

Estados que podem ampliar a bancada bolsonarista

Sete estados devem registrar crescimento da presença bolsonarista: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e Tocantins. Por outro lado, Amapá, Ceará, Espírito Santo e Sergipe podem perder um representante da oposição. Há ainda incerteza sobre o Rio Grande do Sul e São Paulo, onde nomes como Manuela D’Ávila, Eduardo Leite, Guilherme Boulos e Fernando Haddad ainda podem influenciar o resultado final.

Nos demais estados, o cenário tende a ser neutro, com oposição e situação mantendo o mesmo número de cadeiras.

Cenários estaduais em destaque

  • Acre: Márcio Bittar (PL) deve se reeleger, e a outra vaga pode ficar com Gladson Cameli (PP).
  • Alagoas: Renan Calheiros lidera, mas Davi Davino Filho (Republicanos) e Alfredo Gaspar (União-AL) podem conquistar espaço.
  • Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB) e Michelle Bolsonaro (PL) aparecem como favoritos.
  • Mato Grosso do Sul: Nelson Trad (PSD) e Reinaldo Azambuja (PL) lideram os cenários.
  • Paraná: Ratinho Júnior (PSD), Cristina Graeml (Podemos) e Filipe Barros (PL) despontam como favoritos.
  • Rondônia e Tocantins: Marcos Rocha (União), Silvia Cristina (PP), Janad Valcari (PL) e Wanderlei Barbosa (Republicanos) estão na disputa.

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