
Corinthians repudia hostilização contra menino que ganhou camisa de Neymar e precisou deixar estádio escoltado
Garoto de 8 anos, torcedor do Corinthians e admirador de Neymar, recebeu a camisa usada pelo atacante do Santos após o clássico; depois foi alvo de xingamentos e ameaças de parte da torcida e deixou a Neo Química Arena acompanhado pela Polícia Militar
O que deveria ser uma das lembranças mais felizes da infância terminou em uma situação de medo e constrangimento para um menino de 8 anos, torcedor do Corinthians e admirador de Neymar Jr.. Depois de receber do atacante do Santos a camisa utilizada durante o clássico contra o Corinthians, o garoto foi hostilizado por torcedores e precisou deixar a Neo Química Arena, em São Paulo, sob escolta de policiais militares.
O Corinthians repudiou o comportamento dos torcedores envolvidos e classificou como inadmissível qualquer tipo de violência ou ameaça contra uma criança. O episódio ganhou grande repercussão depois que imagens começaram a circular nas redes sociais mostrando o garoto sendo retirado do estádio acompanhado por familiares e agentes de segurança. (r7.com)
A história possui um contraste difícil de ignorar.
Dentro de campo, Corinthians e Santos protagonizaram uma disputa esportiva.
Fora dele, uma criança acabou envolvida em uma hostilidade que nada tinha a ver com o resultado do jogo.
O presente de Neymar
O garoto estava no estádio para acompanhar o Corinthians, clube pelo qual torce. Mas também é fã de Neymar, um dos maiores nomes do futebol brasileiro da atualidade.
Depois da partida, o menino conseguiu receber a camisa utilizada pelo atacante santista.
Para uma criança, o significado daquele gesto é enorme.
Uma camisa de um ídolo é uma lembrança.
É algo que pode ser guardado durante anos.
É uma história para contar aos amigos.
É uma fotografia que provavelmente seria mostrada à família.
Neymar explicou que decidiu entregar a camisa justamente porque viu diante dele uma criança que o admirava.
O fato de ela torcer para o Corinthians não deveria mudar nada.
Um corintiano pode admirar Neymar
Essa é a questão mais simples do episódio.
Torcer por um clube não significa ser obrigado a rejeitar todos os jogadores adversários.
É perfeitamente possível ser corintiano e admirar Neymar.
Da mesma forma, um torcedor do Santos pode reconhecer a qualidade de um jogador do Corinthians.
O futebol funciona porque existe competição, mas também porque existe admiração.
A rivalidade pertence ao jogo.
Não deveria ser transportada para uma criança.
A tensão começou nas arquibancadas
Depois que alguns torcedores perceberam que o menino estava com a camisa de Neymar, a situação mudou.
Segundo as reportagens, ele passou a receber xingamentos e ameaças.
A família percebeu que o ambiente havia se tornado inseguro e pediu ajuda.
A presença de seguranças e policiais foi necessária para retirar o garoto do local.
A criança, portanto, não foi simplesmente embora depois do jogo.
Ela precisou ser escoltada.
O momento que mais chocou
As imagens divulgadas mostram o menino deixando o estádio acompanhado por adultos e agentes de segurança.
A cena chama atenção porque evidencia a dimensão da hostilidade.
Não se tratava de um jogador.
Não era dirigente de clube.
Não era integrante de uma torcida organizada adversária.
Era uma criança de 8 anos.
A situação expôs como a intolerância pode ultrapassar a rivalidade esportiva e atingir pessoas que não fazem parte da disputa.
Corinthians condena o episódio
O Sport Club Corinthians Paulista se manifestou para condenar a violência e afirmou que comportamentos desse tipo não representam os valores defendidos pelo clube.
A manifestação do Corinthians é importante porque deixa claro que a paixão pelo clube não pode servir de justificativa para agressões, ameaças ou intimidações.
O futebol possui regras.
Os estádios possuem regras.
E o respeito deve estar entre elas.
A Polícia Militar entrou em ação
A Polícia Militar de São Paulo participou da retirada do garoto e de seus familiares.
A necessidade de escolta demonstra que a situação havia ultrapassado uma simples provocação de arquibancada.
Quando uma criança precisa de proteção policial para deixar um estádio porque recebeu uma camisa de outro time, o problema deixa de ser apenas esportivo.
Torna-se um problema de segurança e de convivência.
O resultado do jogo
O episódio ocorreu depois da vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians.
O resultado certamente aumentou a frustração da torcida corintiana.
Clássicos são partidas de forte rivalidade, e derrotas em casa costumam gerar manifestações de insatisfação.
Mas perder uma partida não autoriza ninguém a perseguir ou ameaçar outra pessoa.
Muito menos uma criança.
A rivalidade precisa ter limite
Torcer intensamente faz parte do espetáculo esportivo.
Vaiar o adversário faz parte.
Reclamar do árbitro faz parte.
Criticar um jogador faz parte.
Até provocar o rival pode fazer parte da cultura do futebol.
Mas existe uma fronteira.
Ela aparece quando a provocação se transforma em ameaça, perseguição ou violência.
No caso do menino, essa fronteira foi ultrapassada.
A reação de Neymar
Ao saber do que havia acontecido, Neymar Jr. saiu em defesa do garoto.
O jogador afirmou que uma criança pode admirar um atleta de outro clube e que isso é absolutamente normal.
A manifestação foi uma resposta direta ao comportamento de parte dos torcedores e serviu para reforçar uma ideia que parece elementar:
o amor por um clube não precisa ser acompanhado pelo ódio ao adversário.
A dimensão humana da história
É fácil falar de torcedores, clubes e rivalidade.
Mais difícil é lembrar que existe uma criança no centro da história.
O garoto provavelmente entrou na Neo Química Arena pensando em futebol, Corinthians e Neymar.
Saiu precisando de escolta policial.
Esse contraste diz muito sobre o problema.
A mesma arquibancada que deveria produzir memória, emoção e alegria acabou produzindo medo.
Um presente transformado em problema
A camisa de Neymar tinha valor simbólico.
Era um presente.
Não era uma provocação.
Não era uma bandeira de guerra.
Não era uma tentativa de humilhar a torcida corintiana.
Era simplesmente uma camisa entregue por um jogador a um fã.
A reação de alguns torcedores transformou aquilo em motivo de conflito.
É justamente aí que o episódio se torna tão triste.
A infância não deveria carregar a rivalidade dos adultos
Uma criança ainda está construindo sua relação com o esporte.
Ela aprende a gostar de jogadores.
Aprende as histórias dos clubes.
Escolhe ídolos.
Muitas vezes muda de opinião.
Coleciona camisas.
Pede autógrafos.
Tira fotografias.
Tudo isso faz parte da experiência esportiva.
Colocar uma criança no centro de uma guerra de torcidas significa inverter completamente o propósito do futebol.
O caso não representa toda a torcida
É igualmente importante fazer uma distinção.
O comportamento de alguns torcedores não pode ser atribuído automaticamente a todos os corintianos.
O Corinthians possui milhões de torcedores.
A maioria esmagadora não participou do episódio.
A crítica deve ser direcionada a quem praticou ou incentivou a hostilização.
Generalizar seria injusto.
O estádio também é um espaço para famílias
A presença de crianças em estádios deveria ser incentivada.
Pais levam seus filhos para conhecer seus clubes.
Famílias vão juntas aos jogos.
Crianças assistem aos seus primeiros clássicos.
Isso só é possível quando existe segurança.
Se uma criança corre risco de ser hostilizada por usar uma camisa de um jogador adversário, o ambiente deixa de ser familiar.
Observação em destaque
OBSERVAÇÃO: o episódio ocorreu após o clássico entre Corinthians e Santos, vencido pelo Santos por 1 a 0. O menino, de 8 anos, era torcedor corintiano e admirador de Neymar, de quem recebeu a camisa utilizada na partida. Após a hostilização por parte de torcedores, ele e seus familiares deixaram a Neo Química Arena escoltados pela Polícia Militar. O Corinthians se manifestou contra a violência. (r7.com)
O que poderia ter acontecido
A cena poderia ter terminado de outra maneira.
O menino receberia a camisa.
Guardaria o presente.
Talvez tirasse uma fotografia.
Voltaria para casa.
Contaria aos amigos que recebeu a camisa usada por Neymar em um clássico.
Seria uma lembrança feliz.
Em vez disso, a família precisou procurar proteção.
Essa mudança resume toda a gravidade do episódio.
A responsabilidade das torcidas
Torcida organizada não pode ser sinônimo de violência.
A paixão não deveria exigir agressividade.
Um clube não pertence apenas aos que gritam mais alto.
Pertence também às crianças, às famílias, aos idosos e aos torcedores que simplesmente querem assistir ao jogo.
O futebol precisa recuperar esse espaço.
A responsabilidade dos clubes
Os clubes também possuem papel importante.
Não basta emitir notas depois que um problema acontece.
É necessário identificar pontos de risco, melhorar a segurança e agir rapidamente contra comportamentos violentos.
Estádios modernos possuem câmeras e estruturas de monitoramento.
Quando há ameaça contra uma criança, é necessário investigar e responsabilizar os envolvidos.
A responsabilidade individual
Também existe uma responsabilidade que não pode ser transferida ao clube.
Quem xinga, ameaça ou agride precisa responder por seus atos.
Paixão pelo futebol não é salvo-conduto.
Rivalidade não é justificativa.
E a emoção de uma derrota não apaga os limites da convivência civilizada.
O futebol que queremos
O episódio oferece uma oportunidade para pensar no futebol que se pretende construir.
Um futebol em que o menino pode entrar no estádio com a camisa de seu time.
Um futebol em que pode admirar um jogador adversário.
Um futebol em que pode receber a camisa de um ídolo sem medo.
Um futebol em que a rivalidade termina quando começa a colocar uma criança em risco.
Neymar fez sua escolha
Diante da situação, Neymar não escolheu o silêncio.
Escolheu defender a criança.
E fez isso sem abandonar a rivalidade esportiva.
O Santos continua sendo rival do Corinthians.
Neymar continua sendo jogador do Santos.
Mas, naquele episódio, a camisa do Santos não deveria representar uma ameaça.
Deveria representar apenas a admiração de um garoto pelo seu ídolo.
Uma imagem que deveria incomodar
A imagem de uma criança deixando um estádio escoltada pela polícia deveria provocar desconforto em qualquer torcedor.
Não importa a cor da camisa.
Não importa o clube.
Não importa o jogador.
Quando uma criança precisa ser retirada de um estádio por causa de uma rivalidade esportiva, todos perdem.
O Corinthians perde.
O Santos perde.
Os torcedores perdem.
O futebol perde.
Conclusão
O caso envolvendo o menino corintiano e Neymar Jr. começou como uma história simples de admiração.
Uma criança gostava de um jogador.
O jogador retribuiu.
Uma camisa foi entregue.
O jogo terminou.
Mas a intolerância de alguns torcedores transformou um gesto de carinho em uma situação de medo.
O Corinthians repudiou a violência.
Neymar defendeu o menino.
A Polícia Militar escoltou a família.
E as redes sociais transformaram o episódio em uma das cenas mais comentadas do clássico.
A principal lição, contudo, não precisa de rivalidade nem de discurso político.
É uma questão de bom senso:
uma criança pode ser corintiana e admirar Neymar.
Pode vestir a camisa do Corinthians e guardar com carinho a camisa do Santos.
Pode amar seu clube sem odiar o adversário.
E deveria poder sair de um estádio apenas com a lembrança de ter visto futebol.
O maior clássico não é Corinthians contra Santos. É a disputa entre a paixão que aproxima e o fanatismo que machuca.
Quando o futebol consegue fazer uma criança sorrir, ele cumpre seu papel.
Quando faz uma criança precisar de escolta policial para ir embora, alguma coisa precisa mudar.