
CPMI do INSS inicia fase de depoimentos com acesso restrito a documentos
Primeira etapa foca em fraudes em benefícios e estabelece limites para proteger investigações em andamento
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS começou nesta quinta-feira (28) a primeira fase de depoimentos, marcada por uma sessão parcialmente sigilosa. A investigação busca esclarecer descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, segundo a analista de política Isabel Mega, do CNN Novo Dia.
Entre os primeiros a prestar esclarecimentos estão uma defensora pública e o delegado da Polícia Federal Bruno Oliveira, responsável pela apuração das fraudes. Enquanto o depoimento do delegado será sigiloso para não comprometer investigações em andamento, a oitiva da defensora será aberta ao público.
Limites de acesso
Em reunião recente com o ministro André Mendonça, os parlamentares da CPMI foram informados de que o acesso aos documentos da investigação será restrito. Apenas materiais não sigilosos ou relacionados a etapas já concluídas poderão ser consultados, garantindo a segurança das informações ainda em apuração.
A comissão estabeleceu um cronograma de trabalho com sessões às segundas e quintas-feiras. Entre os próximos convocados estão Eliane Vegas Mota, diretora de Auditoria de Previdência e Benefícios da Controladoria-Geral da União, e Eli Cohen, advogado que conduziu as investigações iniciais da operação da Polícia Federal.
Escopo amplo e continuidade
O colegiado definiu um alcance temporal abrangente, investigando gestões que vão do governo Dilma à administração atual. Estão previstos depoimentos de ex-presidentes do INSS e ex-ministros da Previdência ao longo desse período.
Com mais de 60 requerimentos pendentes de votação e a possibilidade de prorrogação além dos 180 dias iniciais, a CPMI demonstra intenção de aprofundar seu trabalho. A composição política da comissão reflete equilíbrio: a oposição ocupa a presidência e a relatoria, enquanto a base governista assegurou a vice-presidência.