
“Crimes em Série: Jovem é preso novamente após 86 passagens pela polícia e profanação de igreja”
Em menos de um mês em liberdade, Patrick Rocha invadiu farmácia, apartamentos e até um templo religioso na Zona Sul do Rio
Violência urbana escancarada: homem de 21 anos volta à prisão após onda de furtos no Rio
Em uma cidade onde a violência já virou parte do cotidiano, mais um episódio escancara o abismo entre a impunidade e a sensação de insegurança. Patrick Rocha Maciel de Oliveira, de apenas 21 anos, se tornou réu novamente após uma nova sequência de crimes. Apesar da pouca idade, ele já soma 86 registros policiais e foi preso pela quarta vez em menos de um mês, depois de invadir estabelecimentos em Ipanema e Copacabana, além de uma igreja evangélica.
Na última ação, Patrick foi flagrado após arrombar uma farmácia em Ipanema, de onde saiu carregando fraldas e leite em pó. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele também já responde judicialmente por esse furto. Seu comparsa, Renan Dantas dos Santos, conhecido como “Rihana”, também se tornou réu pelo mesmo crime.
Mas o rastro de invasões não para por aí. Segundo o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), Patrick também arrombou dois prédios residenciais — um na Avenida Atlântica e outro na Nossa Senhora de Copacabana. Em um dos casos, ele foi identificado por câmeras de segurança. Já em outro episódio, o alvo foi uma igreja presbiteriana, invadida durante a madrugada. Os criminosos levaram desde materiais de limpeza até um computador, além de terem deixado fezes no altar, ato que os fiéis classificaram como uma profanação revoltante.
“Não há nenhuma dúvida da participação dele nos crimes. Já representamos pela prisão preventiva e conseguimos o mandado. Ele coloca em risco a ordem pública”, afirmou o delegado.
Patrick já havia sido preso duas vezes em 2024. Em janeiro, após furtar uma clínica odontológica e causar um prejuízo superior a R$ 100 mil. Depois, foi preso novamente por invadir um mercado. Libertado em junho, voltou a atacar em menos de duas semanas.
De acordo com a polícia, em apenas 24 dias em liberdade, Patrick arrombou apartamentos, uma igreja e uma farmácia. Com o uso de laudos periciais, digitais e imagens, a Polícia Civil conseguiu reunir provas suficientes para prendê-lo novamente. Mas a pergunta que paira é: até quando?
Enquanto isso, a Zona Sul do Rio — região que concentra turistas, moradores de alto padrão e alguns dos imóveis mais caros do Brasil — continua sendo cenário de uma rotina marcada por furtos, insegurança e descrença na Justiça.