
Defesa de Bolsonaro afirma desconhecer vídeo de Eduardo e garante cumprimento rigoroso da prisão domiciliar
Subtítulo: Advogados destacam que ex-presidente segue medidas humanitárias e nega qualquer comunicação com o filho durante evento nos EUA
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (30) que só tomou conhecimento da fala de Eduardo Bolsonaro, que disse estar gravando um vídeo para mostrar ao pai, após a intimação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os advogados, o ex-presidente não teve acesso à gravação e mantém cumprimento integral das medidas da prisão domiciliar humanitária.
“Esclarece-se que o conhecimento do fato mencionado ocorreu apenas com a intimação do despacho, não havendo ciência prévia de gravação realizada por terceiros durante evento no exterior, tampouco de sua divulgação em redes sociais”, afirmou a defesa em nota.
Cumprimento rigoroso da prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde sexta-feira (27), após duas semanas internado em hospital particular em Brasília tratando bronco-pneumonia. O regime domiciliar foi determinado pelo STF com medidas cautelares rigorosas, incluindo:
- Uso de tornozeleira eletrônica;
- Proibição de uso de celular e qualquer outro meio de comunicação externa;
- Proibição de utilização de redes sociais;
- Proibição de gravação de vídeos ou áudios, direta ou indiretamente.
Os advogados reforçaram que o ex-presidente respeita todas as restrições e não possui comunicação direta ou indireta com Eduardo Bolsonaro.
O episódio do vídeo
O pedido de esclarecimentos de Moraes cita um vídeo gravado por Eduardo durante um evento conservador no Texas, Estados Unidos, onde ele afirmou:
“Vocês sabem por que estou gravando este vídeo? Porque vou mostrar ao meu pai. E vou provar a todos no Brasil que não se pode calar um movimento prendendo injustamente o líder desse movimento.”
Eduardo reside nos EUA desde fevereiro do ano passado, e a gravação gerou questionamentos sobre possível violação das medidas cautelares do pai. Caso se confirme que a gravação tinha o intuito de comunicação com Jair Bolsonaro, isso poderia caracterizar infração às regras impostas pelo STF.
Repercussão e próximos passos
O ministro Alexandre de Moraes solicitou que a defesa do ex-presidente esclareça se houve qualquer tentativa de comunicação ou influência por meio do vídeo. A situação mantém atenção sobre a integridade do cumprimento da prisão domiciliar e reforça a necessidade de monitoramento rigoroso das medidas cautelares definidas pelo Supremo.