Diretor do Museu do Holocausto lamenta saída do Brasil da aliança internacional e vê erro de Lula

Diretor do Museu do Holocausto lamenta saída do Brasil da aliança internacional e vê erro de Lula

Carlos Reiss alerta que romper com a IHRA enfraquece o combate ao antissemitismo e prejudica o diálogo global

Carlos Reiss, diretor do Museu do Holocausto de Curitiba, expressou preocupação e tristeza com a decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de retirar o Brasil da IHRA — a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Para ele, essa escolha representa um retrocesso importante na luta contra o antissemitismo e outras formas de intolerância.

Reiss destaca que a saída do país desse grupo multiliteral não só enfraquece as iniciativas conjuntas de memória e educação, mas também prejudica o diálogo necessário entre nações para combater discursos de ódio que insistem em se propagar.

Para o diretor, o Brasil, ao se afastar desse compromisso, perde uma oportunidade valiosa de se posicionar no cenário internacional como um país dedicado à promoção dos direitos humanos e da memória histórica, especialmente diante de ameaças crescentes ao respeito e à convivência pacífica.

Ele lamenta que, em um momento em que o mundo precisa cada vez mais de união e cooperação, o governo brasileiro tenha escolhido romper com uma aliança que representa a defesa da memória das vítimas do Holocausto e a luta contra o preconceito.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias