
Economia e Negócios
Mais impostos no bolso do brasileiro: governo Lula eleva ICMS dos combustíveis pelo segundo ano seguido
Gasolina, diesel e gás de cozinha ficam mais caros enquanto Lula e Haddad repetem a velha fórmula: arrecadar mais e aliviar menos
Entrou em vigor no dia 1º de janeiro o novo aumento do ICMS sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha em todo o Brasil. O imposto, que é estadual, teve o reajuste definido ainda em setembro do ano passado pelo Confaz, conselho que reúne representantes dos estados com aval do governo federal.
Com a mudança, o ICMS da gasolina passou para R$ 1,57 por litro, um acréscimo de R$ 0,10. No diesel, o aumento foi de R$ 0,05 por litro, elevando o tributo para R$ 1,17. Já o gás de cozinha, essencial para milhões de famílias, teve alta de R$ 1,05 por botijão.
Este é o segundo ano consecutivo em que o imposto sobre combustíveis sobe no país. Em fevereiro de 2025, os consumidores já haviam sentido no bolso outro reajuste semelhante — sinal de que a política econômica segue apostando no aumento da carga tributária como solução padrão.
Segundo o Comsefaz, os novos valores foram calculados com base nos preços médios divulgados pela ANP entre fevereiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Na prática, porém, o resultado é conhecido: combustível mais caro e inflação pressionada.
Impacto em cadeia na economia
Como os combustíveis são insumos estratégicos, o aumento do imposto não para no posto. Ele se espalha por toda a economia, elevando custos de transporte, logística e, inevitavelmente, o preço final de alimentos, serviços e produtos básicos.
O reajuste ocorre mesmo após a Petrobras abandonar a política de paridade internacional, decisão tomada no início do governo Lula. Ou seja, ainda que os preços internacionais e o dólar não estejam no centro da política da estatal, o brasileiro continua pagando mais — agora, empurrado pelos impostos.
Crítica à condução econômica
Para críticos do governo, a medida reforça a percepção de que Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sabem apenas um caminho: criar e aumentar impostos. Em vez de cortar gastos, enxugar a máquina pública ou buscar eficiência, a conta segue recaindo sobre quem trabalha, consome e depende do básico para viver.
No fim das contas, o discurso social não impede o resultado prático: menos poder de compra, mais custo de vida e um Estado cada vez mais caro para sustentar.