Eduardo Bolsonaro ameaça sanções contra esposa de Moraes em escalada de conflito com EUA

Eduardo Bolsonaro ameaça sanções contra esposa de Moraes em escalada de conflito com EUA

Deputado afirma ao Financial Times que Washington pode ampliar punições contra magistrados brasileiros, incluindo a mulher do ministro do STF, como retaliação ao julgamento do ex-presidente Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times na última segunda-feira (11), o deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que os Estados Unidos devem endurecer a pressão contra o Brasil na disputa pelo futuro do ex-presidente Jair Bolsonaro — aliado de Donald Trump. Segundo ele, Washington pode impor novas sanções a juízes que se recusarem a encerrar o processo que apura a tentativa de golpe de 8 de janeiro.

“Trump ainda tem várias cartas na manga, incluindo a possibilidade de sancionar mais autoridades brasileiras, revogar vistos e até aplicar tarifas”, disse Eduardo em vídeo à reportagem. Ele chegou a sugerir que a esposa do ministro Alexandre de Moraes, considerada seu “braço financeiro”, pode ser um alvo dessas sanções.

A reportagem destaca que Eduardo está liderando um esforço de lobby em Washington para tentar evitar que seu pai seja condenado e preso. Ele já havia previsto a imposição de sanções a Moraes, que é relator do processo contra Bolsonaro.

A crise entre Brasil e Estados Unidos é apontada pelo Financial Times como a mais grave entre as duas maiores democracias das Américas em dois séculos, com medidas como aumento das tarifas sobre produtos brasileiros e a proibição de viagem para oito ministros do STF aos EUA.

O presidente Lula classificou a pressão americana como “inaceitável”, e o STF afirmou que seguirá com o julgamento. Bolsonaro é acusado de tentar manter-se no poder com apoio militar após sua derrota eleitoral em 2022.

Eduardo Bolsonaro também pretende levar a campanha por sanções à Europa, buscando apoio de partidos de direita para que Moraes também seja penalizado lá, incluindo o bloqueio de bens e restrição de entrada em países como Portugal.

Críticos no Brasil acusam Eduardo de agir contra os interesses nacionais, apontando que suas ações podem prejudicar a economia e os empregos, mas ele afirma que sua luta é para “salvar a democracia” e que aceita as críticas de adversários políticos.

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