
Eduardo Bueno cruza a linha do inaceitável e tem evento cancelado em Porto Alegre
Historiador comemora assassinato de Charlie Kirk e gera revolta; PUCRS repudia e rompe contrato de evento
A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) cancelou neste domingo, 14, a participação do historiador Eduardo Bueno em um evento que seria realizado em seu espaço. A decisão veio após um vídeo do escritor circular nas redes, no qual ele comemora a morte do influenciador trumpista Charlie Kirk, assassinado a tiros em um campus universitário em Utah, nos Estados Unidos.
No registro, posteriormente deletado do Instagram, Bueno chega a ironizar a tragédia: “Mataram o Charlie Kirk. Ai, coitado, tomou um tiro. Tem duas filhas pequenas, que bom pras filhas dele, né”. Um comentário frio e desumano, que não só ultrapassa qualquer limite do debate político, mas também debocha da dor de uma família.
Diante da repercussão negativa, o historiador tentou inverter a narrativa, alegando estar sendo vítima de censura e ironizando: “Espero que os EUA invadam logo o Brasil para me defender”. Mas o gesto não apagou o peso da declaração inicial, que continua repercutindo com indignação nas redes sociais.
No YouTube, Eduardo Bueno soma mais de 1,5 milhão de inscritos, e no Instagram, onde possui quase 350 mil seguidores, chegou a restringir os comentários de suas publicações após a enxurrada de críticas. Muitos seguidores afirmaram ter deixado de acompanhá-lo, acusando-o de ultrapassar qualquer limite aceitável ao comemorar a morte de alguém.
Em nota oficial, a PUCRS reforçou repudiar qualquer manifestação que desrespeite a vida e a dignidade humana. A universidade afirmou ainda que a atividade não fazia parte de sua programação institucional e cancelou o contrato de locação do espaço.
Esse episódio lamentável expõe o quanto a intolerância, quando atravessa a barreira do respeito básico à vida, não deve ter palco nem condescendência. Aplaudir a morte de um adversário político não é liberdade de expressão — é perversidade.