
Nikolas Ferreira inicia campanha por demissão de quem comemora mortes políticas
Parlamentar pressiona empresas após casos de funcionários que celebraram assassinato de Charlie Kirk
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou nesta sexta-feira (12) uma campanha nas redes sociais para pressionar empresas a demitirem funcionários que tenham comemorado a morte do ativista conservador americano Charlie Kirk. Segundo ele, a iniciativa busca responsabilizar pessoas que “apoiam, celebram ou incentivam a morte de adversários políticos”.
A estratégia funciona da seguinte forma: usuários são identificados por publicações que zombam ou aplaudem o assassinato, seus locais de trabalho são expostos e, em seguida, as empresas são cobradas publicamente por um posicionamento.
“Eles têm liberdade para falar o que quiserem. Mas as empresas também têm liberdade para decidir se querem manter em seus quadros pessoas que pregam ódio e celebram a morte de opositores”, disse Nikolas, citando especialmente os servidores públicos.
Entre os casos citados pelo deputado estão o do neurocirurgião Ricardo Barbosa, que teria elogiado a mira do assassino de Kirk. Nikolas informou que vai representar o médico ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CRM-PE). Outro exemplo é o do designer Victor Oliveira, que escreveu no X que Nikolas deveria ser assassinado. A empresa onde trabalhava, a Volpemidia, em Belém, anunciou a demissão após a repercussão.
A stylist da Vogue Brasil, Zazá Pecego, também entrou na lista de Nikolas, após publicar em seu Instagram: “I love when fascists die in agony” (“eu amo quando fascistas morrem agonizando”). O parlamentar questionou se a revista tinha conhecimento do caso.
Duas demissões já foram confirmadas. A startup Civics Educação desligou Pedro Oliveira (Pedro Bala), que havia dito nas redes que Nikolas deveria ser o próximo a morrer. Já a Fundação Theatro Municipal, em São Paulo, encerrou o vínculo de Pedro Guida, colaborador da Sustenidos Organização Social de Cultura, que publicou um vídeo celebrando a morte de Kirk e chamando-o de nazista.
Em nota, a Fundação afirmou que a postagem foi “inapropriada e incompatível com valores éticos e institucionais”.