
Flávio Bolsonaro critica apoio do governo Lula ao Irã e alerta para risco diplomático ao Brasil
Senador classifica posição de Lula como “inaceitável”, cobra neutralidade responsável e defende interesses estratégicos do país
O senador Flávio Bolsonaro afirmou neste sábado (28/2) que a postura do governo de Luiz Inácio Lula da Silva diante do Irã representa um erro grave de política externa e coloca o Brasil em um alinhamento diplomático equivocado. Em nota pública, o parlamentar classificou como “inaceitável” qualquer gesto que soe como apoio político a um regime acusado de promover instabilidade regional.
Para Flávio, ao condenar ataques ao território iraniano sem considerar o histórico do regime, o Planalto ignora a natureza do conflito e compromete a credibilidade internacional do país. Na avaliação do senador, o Brasil não deve assumir protagonismo em disputas regionais nem relativizar princípios em nome de uma diplomacia ideológica.
“O que não pode acontecer é o Brasil escolher o lado moralmente errado, legitimando regimes que ameaçam parceiros estratégicos e alimentam o caos internacional”, declarou. Segundo ele, neutralidade não significa complacência — e prudência diplomática não pode ser confundida com apoio indireto a governos que promovem terror e desestabilização.
A crítica ganha peso ao contrastar com a posição do Ministério das Relações Exteriores, que condenou os ataques e defendeu a via das negociações como único caminho para a paz. Para Flávio Bolsonaro, a linha adotada pelo governo Lula falha ao não deixar claros os limites entre diálogo e conivência.
O senador também destacou que o Brasil mantém relações comerciais relevantes com países diretamente envolvidos no conflito e que uma política externa responsável deve priorizar os interesses nacionais, com clareza e coerência. “O país precisa agir com equilíbrio, sem abrir mão de valores e sem comprometer parcerias estratégicas”, afirmou.
Ao reforçar sua crítica, Flávio Bolsonaro se posiciona como voz ativa na defesa de uma diplomacia mais cautelosa e alinhada aos interesses do Brasil, enquanto o governo Lula enfrenta questionamentos sobre os rumos de sua atuação internacional em um cenário geopolítico cada vez mais tenso.