
Flávio Bolsonaro critica Lula e nega influência em tarifaço dos EUA: “Quem quer mais impostos é o próprio governo”
Pré-candidato do PL afirma que carga tributária sufoca empresas brasileiras, questiona política econômica do governo e comenta tentativa de Lula de dialogar com Trump durante reunião do G7
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a fazer duras críticas à política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva durante evento realizado nesta semana. Em sua fala, o parlamentar negou qualquer participação nas recentes medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros e atribuiu ao governo federal a responsabilidade pelo aumento da carga tributária enfrentada por empresas e consumidores.
Segundo Flávio, durante sua recente visita à Casa Branca, onde esteve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sua posição foi justamente defender os interesses do setor produtivo brasileiro. O senador afirmou que pediu que empresas nacionais não fossem penalizadas por novas tarifas, argumentando que o ambiente de negócios já enfrenta dificuldades provocadas pela elevada tributação interna.
“O empresário brasileiro já convive com uma carga tributária pesada. O problema não está fora do país, mas dentro dele”, afirmou o parlamentar durante sua participação em um fórum promovido pela revista Veja.
Críticas à política econômica
Ao comentar o cenário econômico nacional, Flávio Bolsonaro também direcionou críticas à condução econômica do governo federal. Para ele, o Brasil enfrenta dificuldades para crescer devido à combinação de juros elevados, aumento de gastos públicos e falta de confiança do mercado.
O senador destacou que o país continua convivendo com uma das maiores taxas de juros reais do mundo, situação que, segundo ele, afeta diretamente investimentos, geração de empregos e crescimento econômico.
“O Brasil continua pagando um preço alto por uma política econômica que não consegue controlar os gastos públicos. Quem sofre com isso é a população, principalmente a mais pobre”, declarou.
A fala ocorre em meio à expectativa do mercado financeiro sobre as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá definir os rumos da taxa Selic nos próximos dias.
Lula busca diálogo com Trump no G7
As declarações de Flávio acontecem simultaneamente à participação do presidente Lula na cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.
O governo brasileiro demonstrou interesse em promover um encontro com Donald Trump durante o evento internacional para discutir a situação comercial entre os dois países e tentar reduzir tensões relacionadas às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos.
Para viabilizar essa aproximação, Lula antecipou sua chegada à Europa, numa tentativa de abrir espaço para uma conversa direta com o presidente norte-americano. Até o momento, porém, não houve confirmação de uma reunião bilateral entre os dois líderes.
Debate sobre tarifas e competitividade
O tema das tarifas comerciais tem ganhado importância no debate político e econômico brasileiro. Enquanto representantes do governo defendem negociações diplomáticas para preservar mercados internacionais, setores da oposição argumentam que o maior desafio para a competitividade das empresas brasileiras continua sendo a elevada carga tributária interna.
Nesse contexto, Flávio Bolsonaro reforçou sua posição de que o fortalecimento da economia passa por medidas voltadas à redução de impostos, simplificação regulatória e estímulo ao empreendedorismo.
Com o cenário eleitoral de 2026 começando a ganhar forma, temas como tributação, juros, competitividade e relações comerciais internacionais prometem ocupar espaço central nas discussões entre governo e oposição nos próximos meses.