
Justiça barra projeto de Trump para salão de festas na Casa Branca
Fundo de preservação histórica contesta obra de US$ 400 milhões; juiz lembra que presidente administra, mas não é dono do prédio
Washington – Um juiz federal de Washington suspendeu temporariamente nesta terça-feira (31) o plano do presidente Donald Trump para construir um salão de baile anexo à Casa Branca. A decisão, do magistrado Richard Leon, impede qualquer avanço físico da obra até que o mérito da ação seja julgado, embora o governo tenha prazo para recorrer.
O bloqueio atende a um pedido do Fundo Nacional para a Preservação Histórica dos Estados Unidos, que questiona o projeto junto ao Serviço Nacional de Parques e outros órgãos. No parecer, o juiz destacou que “o presidente dos Estados Unidos é administrador da Casa Branca para as futuras gerações, mas não seu proprietário”.
O projeto prevê a construção do salão na ala leste da residência oficial, e parte do espaço já havia sido parcialmente demolida para iniciar a obra. Trump estima que a reforma custará US$ 400 milhões, valor que, segundo ele, será financiado por doações privadas de empresas e apoiadores.
Em entrevista recente, Trump também mencionou a criação de um complexo militar subterrâneo sob o salão, sem detalhar suas funções. A proposta integra uma série de iniciativas do republicano para deixar sua marca na capital americana, como a renomeação do Kennedy Center para Trump Kennedy Center e a construção de um arco inspirado no Arco do Triunfo de Paris.
A obra faz parte do estilo de gestão de Trump, que busca transformar marcos históricos de Washington em símbolos de seu legado pessoal, mas enfrenta resistência de órgãos de preservação e da Justiça americana.
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