Flávio brinca com Tarcísio e sugere que governador mude para o PL

Flávio brinca com Tarcísio e sugere que governador mude para o PL

Em transmissão ao vivo ao lado de Tarcísio e Ricardo Nunes, Flávio Bolsonaro ironizou a confusão sobre o número de urna do governador e disse que “o errado” seria Tarcísio estar no partido errado.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protagonizou um momento descontraído ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante uma transmissão ao vivo realizada na quarta-feira (23).

A conversa também contou com a participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e de Regina Nunes (MDB), candidata a deputada estadual.

Em determinado momento, o assunto passou pelos números de urna dos candidatos. Flávio mostrou uma meia com o número 22, utilizado pelos candidatos do PL, e pediu votos para a Presidência da República.

Ricardo Nunes então fez a distinção: “Para presidente é 22, mas não esqueçam que para governador é 10.”

Tarcísio entrou na brincadeira e afirmou que tem uma espécie de “trauma” provocado pela confusão de eleitores sobre seu número de urna.

Segundo o governador, nas eleições de 2022 ele teria deixado de receber cerca de 1 milhão de votos porque parte dos eleitores acreditava que seu número era 22, o mesmo utilizado por Jair Bolsonaro.

Foi então que Flávio respondeu com ironia:

“Acho que o errado não era o eleitor, era você que estava no partido errado.”

A frase provocou risadas e foi recebida como uma brincadeira política para sugerir que Tarcísio deveria trocar o Republicanos pelo PL.

Uma brincadeira com fundo político

Apesar do tom descontraído, a fala de Flávio ocorre em um momento de forte aproximação política entre ele e Tarcísio.

O governador paulista é candidato à reeleição pelo Republicanos e declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Tarcísio também já participou de eventos do PL em apoio a Flávio e, anteriormente, confirmou que os dois participariam dos programas eleitorais um do outro.

Portanto, a brincadeira sobre uma eventual mudança de partido não surgiu em um cenário de distanciamento.

Ao contrário, ocorreu diante de aliados e durante uma transmissão que reuniu importantes nomes da direita paulista.

Tarcísio e a confusão do número 10

O número eleitoral de Tarcísio para a disputa pelo governo de São Paulo é 10, enquanto o número de Flávio Bolsonaro para a Presidência é 22.

A confusão mencionada pelo governador tem relação justamente com a forte associação do número 22 à campanha de Jair Bolsonaro em 2022.

Tarcísio disputou aquela eleição pelo Republicanos, enquanto Bolsonaro concorria pelo PL.

Na transmissão, a situação acabou sendo utilizada por Flávio para fazer uma provocação amistosa: se os eleitores confundiam o número do governador com o de Bolsonaro, talvez, na brincadeira de Flávio, o problema estivesse no partido escolhido por Tarcísio.

Flávio, Tarcísio e Ricardo Nunes no mesmo palanque digital

A participação conjunta de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes reforçou a imagem de proximidade entre as principais lideranças políticas de direita em São Paulo.

O prefeito Ricardo Nunes também participou da conversa e ajudou a esclarecer a diferença entre os números das candidaturas.

A presença de Regina Nunes completou o bloco paulista da transmissão.

O episódio ocorreu dentro de uma estratégia mais ampla de comunicação digital de Flávio, que vem reunindo aliados em transmissões pela chamada TV Celular.

Uma aliança que vai além da brincadeira

A relação política entre Flávio e Tarcísio já vinha sendo demonstrada antes da transmissão.

Em julho, Tarcísio participou da convenção nacional do PL que homologou a candidatura de Flávio à Presidência e fez um discurso de apoio ao senador. Na ocasião, apresentou Flávio como o nome que deveria representar o grupo político de Jair Bolsonaro na disputa presidencial.

Em agosto, Tarcísio também afirmou que participaria do programa eleitoral de Flávio e que Flávio participaria de seu programa de televisão.

Assim, a provocação sobre uma eventual filiação ao PL pode ser lida como uma brincadeira dentro de uma relação política que já possui forte aproximação pública.

A fala de Flávio

O comentário também mostra o grau de liberdade que Flávio possui para brincar publicamente com Tarcísio.

Em vez de uma declaração formal sobre mudança partidária, houve uma provocação em tom de humor diante das câmeras.

Não houve, na fala relatada, anúncio de que Tarcísio esteja deixando o Republicanos ou tenha decidido se filiar ao PL.

A sugestão foi feita como brincadeira.

Por isso, transformar a frase em anúncio de mudança partidária seria exagerar o conteúdo da declaração.

O peso político de Tarcísio

Tarcísio ocupa posição importante na articulação política de Flávio em São Paulo.

Além de disputar a própria reeleição, o governador tem participado de atos e comunicações em defesa da candidatura presidencial do senador.

Na convenção do PL, Tarcísio afirmou que o grupo precisava eleger Flávio e também destacou a presença de Ricardo Nunes e de candidatos ao Senado na composição política paulista.

A transmissão de 23 de setembro reforçou novamente essa imagem de equipe.

Ricardo Nunes também entra na brincadeira

Ricardo Nunes teve participação direta no momento.

Ao lembrar que 22 é o número de Flávio para presidente e 10 é o número de Tarcísio para governador, o prefeito ajudou a transformar a confusão eleitoral em uma situação descontraída.

A cena mostra uma articulação conjunta entre as candidaturas.

Flávio disputa a Presidência.

Tarcísio disputa o governo paulista.

Nunes participa da campanha e busca consolidar seu espaço político na capital.

Crítica ao episódio político

A brincadeira, por si só, não representa uma mudança partidária.

Mas revela algo importante sobre a campanha: a construção de uma identidade política comum entre diferentes candidatos.

Flávio procura associar sua candidatura à estrutura política paulista, enquanto Tarcísio utiliza sua presença para demonstrar apoio ao candidato presidencial.

Ricardo Nunes também aparece integrado a esse grupo.

É uma estratégia eleitoral legítima, desde que respeitadas as regras da Justiça Eleitoral.

Conclusão

A frase de Flávio Bolsonaro sobre Tarcísio ter escolhido o “partido errado” foi uma brincadeira, não um anúncio

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