Fux quer seguir nos julgamentos da suposta trama golpista mesmo após pedir mudança de turma

Fux quer seguir nos julgamentos da suposta trama golpista mesmo após pedir mudança de turma

Ministro do STF solicita a Flávio Dino permissão para participar das próximas etapas dos processos, mesmo tendo pedido transferência para a Segunda Turma da Corte.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou nesta terça-feira (21) o desejo de continuar participando dos julgamentos relacionados à trama golpista investigada pela Corte, mesmo após ter solicitado sua transferência da Primeira para a Segunda Turma do tribunal.

O pedido foi feito diretamente ao ministro Flávio Dino, atual presidente da Primeira Turma, logo após o colegiado condenar os réus do Núcleo 4 — grupo acusado de espalhar desinformação e fomentar ataques contra o sistema eleitoral.

“Tenho vários processos vinculados à Primeira Turma. Quero me colocar à disposição, porque o regimento é omisso, para participar de todos os julgamentos que Vossa Excelência já designou, em prol da própria Justiça”, disse Fux durante a sessão.

🔹 Divergência e insistência

Mesmo integrando a Primeira Turma, Fux apresentou recentemente um pedido formal para migrar à Segunda, colegiado que passou a ter uma vaga disponível após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. A mudança, se aprovada, o colocaria ao lado de Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça e Edson Fachin.

Ainda assim, o ministro deseja acompanhar os próximos capítulos da série de julgamentos ligados ao 8 de Janeiro, incluindo o processo do Núcleo 3, marcado para 11 de novembro, e o do Núcleo 2, previsto para 9 de dezembro.

🔹 Decisão em aberto

Diante da solicitação, Flávio Dino afirmou que não se sente autorizado a decidir sozinho e que vai consultar o presidente do STF, Edson Fachin, sobre a possibilidade de Fux continuar participando dos julgamentos mesmo após a transferência.

“Não me sinto autorizado para arbitrar essa questão”, declarou Dino.

Com a saída de Fux, a Primeira Turma poderá ficar momentaneamente com apenas quatro integrantes, até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique o sucessor de Barroso para o Supremo.

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