Galípolo defende sigilo no caso Banco Master e reforça cumprimento das regras do Banco Central

Galípolo defende sigilo no caso Banco Master e reforça cumprimento das regras do Banco Central

Presidente do Banco Central do Brasil afirma na CPI que confidencialidade segue norma de 2018 e garante segurança jurídica ao sistema financeiro

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, defendeu a manutenção do sigilo sobre informações relacionadas à liquidação do Banco Master durante depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado Federal.

Segundo Galípolo, o prazo de confidencialidade — que pode chegar a até oito anos — não é uma medida excepcional, mas sim uma regra prevista em resolução de 2018. A norma estabelece prazos diferentes conforme o porte das instituições financeiras, mantendo até dez anos para bancos maiores e oito anos para os de menor porte.

Sigilo como instrumento de segurança jurídica

Durante a sessão, o presidente do Banco Central ressaltou que o cumprimento das normas é essencial para garantir previsibilidade e estabilidade no sistema financeiro. Ele afirmou que qualquer mudança nas regras deve ocorrer por meio de debate institucional e não por descumprimento pontual.

De acordo com Galípolo, a confidencialidade protege decisões técnicas e evita questionamentos judiciais futuros. Ele destacou que processos de liquidação bancária costumam gerar disputas prolongadas, muitas vezes com valores bilionários envolvidos, o que exige cautela e respaldo legal nas ações da autoridade monetária.

Contexto de pressão e investigações

A participação de Galípolo na comissão ocorre em meio às investigações sobre o caso do Banco Master, que ganhou repercussão após a operação conduzida pela Polícia Federal do Brasil. A apuração busca identificar possíveis irregularidades envolvendo o banco e eventuais conexões com agentes públicos.

O convite para o depoimento partiu de parlamentares que questionam a atuação do Banco Central no episódio, incluindo reuniões ocorridas anteriormente com autoridades e representantes da instituição financeira.

Defesa da atuação técnica

Ao longo de sua fala, Galípolo reforçou que a atuação do Banco Central segue critérios técnicos e legais, destacando que o sigilo é uma ferramenta prevista para proteger tanto o órgão quanto o sistema financeiro de interpretações equivocadas ou disputas futuras.

A CPI do Crime Organizado segue em fase final de trabalhos e deve apresentar seu relatório nas próximas semanas, reunindo conclusões sobre o caso e possíveis encaminhamentos às autoridades competentes.

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