Galípolo isenta Campos Neto em caso do Banco Master e destaca decisão técnica do Banco Central

Galípolo isenta Campos Neto em caso do Banco Master e destaca decisão técnica do Banco Central

Presidente do Banco Central do Brasil afirma que não há indícios contra Roberto Campos Neto e detalha colapso financeiro da instituição

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que não existem, até o momento, evidências formais que responsabilizem o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, no caso envolvendo o Banco Master.

A declaração foi feita durante depoimento à CPI do Crime Organizado, após questionamentos sobre a atuação da gestão anterior diante da crise enfrentada pelo banco.

Ausência de irregularidades na gestão anterior

Segundo Galípolo, auditorias e sindicâncias internas realizadas até agora não identificaram falhas atribuíveis à administração de Campos Neto. A fala reforça a linha de defesa de continuidade institucional, indicando que o acompanhamento do banco já vinha sendo feito dentro dos parâmetros técnicos exigidos.

O tema ganhou relevância no debate político, com declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva associando a origem da crise a gestões anteriores. Ainda assim, Galípolo evitou entrar em confronto e manteve foco nos aspectos técnicos do processo.

Colapso financeiro e perda de liquidez

Ao detalhar a situação do Banco Master, Galípolo explicou que o agravamento do passivo comprometeu seriamente a capacidade de operação da instituição. Segundo ele, o banco chegou ao ponto de ter em caixa apenas cerca de 10% do necessário para honrar seus compromissos imediatos — cenário que tornou inevitável a liquidação.

A deterioração financeira ocorreu de forma progressiva, com o aumento das dívidas consumindo o caixa e reduzindo drasticamente a liquidez, até inviabilizar o funcionamento normal do banco.

Decisão técnica e cautela institucional

O presidente do Banco Central destacou que a decisão de liquidar o banco, tomada no fim de 2025, seguiu critérios rigorosamente técnicos e legais. Ele também ressaltou que medidas dessa natureza exigem cautela, devido ao impacto sistêmico e ao risco de questionamentos futuros.

Galípolo explicou que, mesmo após assumir o cargo em 2025, foi necessário cumprir todos os ritos formais antes de adotar qualquer decisão definitiva, justamente para garantir segurança jurídica ao processo.

Processo ainda sob análise

O caso continua sendo analisado por órgãos de controle, o que mantém o tema em debate. Segundo Galípolo, ainda existem questionamentos sobre o momento da intervenção e se a liquidação poderia ter ocorrido antes ou depois.

Apesar disso, o dirigente reforçou que todas as ações do Banco Central foram guiadas por critérios técnicos, com o objetivo de preservar a estabilidade do sistema financeiro e evitar impactos ainda maiores.

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