Lula promete eleições “limpas” em 2026 e critica antigos rivais… esquecendo seu próprio histórico

Lula promete eleições “limpas” em 2026 e critica antigos rivais… esquecendo seu próprio histórico

Presidente ironiza Bolsonaro e chama de “tranqueiras” governos passados, enquanto ignora escândalos do seu círculo político

Em discurso nesta terça-feira (18/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se colocar como o guardião da democracia, prometendo que as eleições de 2026 serão “limpas” e sem as confusões que marcaram o governo de Jair Bolsonaro. Com um tom direto e cheio de ironia, Lula disse que as “tranqueiras que governaram o país” não voltarão ao poder e que, desta vez, não haverá policiamento de eleitores ou acusações de urnas falsas.

“Vou dizer para vocês uma coisa: aquelas tranqueiras que governaram esse país não voltarão a governar mais esse país. Vão ter eleições limpas, democráticas. Todo mundo vai participar. Não vai ter guarda rodoviário proibindo eleitor de votar, não vai ter denúncia de urna falsa. E a minha democracia é assim: disputa quem quer, ganha quem pode e festeja quem ganhar as eleições, é isso. Nada de chororô”, afirmou o presidente, em referência clara ao seu antecessor.

O discurso foi proferido durante a inauguração da ponte que liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA), e contou ainda com críticas indiretas ao próprio passado político do país. Lula afirmou que é preciso comparar o governo atual com os anteriores “para que o povo não vote nunca mais numa mentira” e que chegou a “era da verdade”.

Ironia ou seletividade à parte, a fala do presidente ignora convenientemente os escândalos e envolvimentos em corrupção de aliados próximos e de gestões passadas sob seu comando, focando apenas em criticar adversários.

“Estamos chegando no terceiro ano de mandato e agora chega de mentira, lacrada. Chega de deputado ir fazer uma pergunta para o ministro com celular na cara para tentar fazer mentira. Agora, vai ser a era da verdade”, reforçou Lula, em tom de moralizador, enquanto se distancia de qualquer autocrítica sobre seu próprio governo.

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