
Governo Lula exibe na TV operação contra PCC na Faria Lima: “O coração financeiro do crime”
Campanha federal destaca ação da Polícia Federal que mira a elite do crime organizado e fundos de investimento em São Paulo
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma nova campanha televisiva mostrando a megaoperação da Polícia Federal contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que conecta o Primeiro Comando da Capital (PCC) a fundos de investimento da Faria Lima, o coração financeiro de São Paulo.
A propaganda enfatiza que a investigação vai atrás de quem está no topo do crime organizado, reforçando o discurso do governo contra privilégios e crimes cometidos pela elite econômica. Em outro vídeo recente, o governo também defendeu a proposta de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, financiando a medida por meio da taxação de super-ricos.
As operações da PF mostradas na campanha ocorreram no final de agosto e cumpriram mandados de prisão contra empresários do setor de combustíveis, suspeitos de fraude, sonegação e lavagem de dinheiro, além de buscas em fundos de investimento, corretoras e empresas do mercado financeiro na Avenida Brigadeiro Faria Lima.
“O governo do Brasil realizou a maior operação da história contra o crime organizado. Eles não ganham esse nome à toa: controlam redes que vão de postos de gasolina a prédios de alto padrão. Mas desta vez, enfrentamos com coragem o coração financeiro do crime, e a justiça vai chegar até quem está no topo. Governo do Brasil contra o crime organizado, do lado do povo brasileiro”, diz a propaganda.
A ação federal, conhecida como Operações Quasar e Tank, ocorreu simultaneamente à Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, gerando uma disputa política entre o governo federal e o estadual. A movimentação reforça a visibilidade dos envolvidos, já que tanto o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, quanto o ministro da Fazenda Fernando Haddad, apareceram publicamente ligados às operações.
A megaoperação revelou que cerca de 40 fundos de investimento foram usados para ocultar patrimônio, enquanto aproximadamente 1.000 postos de combustíveis movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
Do lado do governo de São Paulo, participaram secretários como Samuel Kinoshita (Fazenda) e Guilherme Derrite (Segurança), ambos cotados para disputar cargos políticos em 2026.