Governo Lula nomeia ex-servidora de Bolsonaro para cargo estratégico na Saúde Indígena

Governo Lula nomeia ex-servidora de Bolsonaro para cargo estratégico na Saúde Indígena

Indignação de entidades indígenas cresce com escolha de Meri Helem Rosa de Abreu para dirigir Sesai

O governo federal, por meio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, nomeou Meri Helem Rosa de Abreu como diretora do Departamento de Gestão da Saúde Indígena na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). A indicação foi feita pelo Ministério da Saúde e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (2).

Meri foi servidora do Ministério da Saúde durante a gestão do general Eduardo Pazuello, no governo Bolsonaro, e atuou como coordenadora-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde. Ela era considerada braço-direito de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor exonerado após denúncias de irregularidades em contratos de testes e vacinas contra a Covid-19. Meri deixou o cargo em outubro de 2020, junto com outros assessores próximos a Dias, durante apurações sobre suspeitas de fraudes.

A nomeação gerou críticas imediatas de entidades indígenas. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) classificou a escolha como “uma afronta aos povos indígenas e à memória das milhares de vidas perdidas na pandemia de Covid-19”. A entidade pediu revogação imediata da nomeação e reforçou que cargos estratégicos da Sesai devem ser ocupados por representantes indígenas.

Na nova função, Meri Helem Rosa de Abreu será responsável por coordenar recursos e políticas de saúde para as comunidades indígenas em todo o país, assumindo um papel de grande relevância na gestão de programas e ações que impactam diretamente a vida dessas populações.

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