Greve na Petrobras perde força

Greve na Petrobras perde força

Maioria dos sindicatos da FUP aprova acordo e encerra paralisação

A greve dos trabalhadores da Petrobras, iniciada em 15 de dezembro, entrou em fase de arrefecimento após a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por 13 dos 14 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). A informação foi divulgada pela própria federação, que coordenou o movimento grevista em âmbito nacional.

Com a decisão, a maior parte das entidades que haviam aderido à paralisação já comunicou a suspensão da greve, reduzindo significativamente o alcance do movimento dentro da estatal.

Quem ainda mantém a greve

Apesar do avanço nas negociações, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) decidiu manter o indicativo de greve após assembleia realizada na sexta-feira (26). A FUP afirmou que respeita a decisão do sindicato e segue apoiando os trabalhadores da região na busca por uma solução definitiva.

Além disso, continuam em paralisação sindicatos vinculados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), como o Sindipetro-RJ, Sindipetro Amazônia, Sindipetro LP e Sindipetro AL/SE. Juntas, essas entidades representam cerca de 26 mil trabalhadores do Sistema Petrobras.

Avaliação da FUP

Em nota, a FUP destacou que a mobilização garantiu avanços relevantes em três frentes principais. No campo previdenciário, foi firmada uma carta-compromisso da Petrobras para a construção de uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs), com acompanhamento do Tribunal de Contas da União (TCU).

No eixo econômico e social, o acordo prevê ampliação de direitos e benefícios, incluindo abonos, reajustes nos vales alimentação e refeição, criação de auxílio alimentação mensal, melhorias nas condições de trabalho, saúde e segurança, além de ajustes na assistência médica e compromissos com diversidade e proteção social.

Já no aspecto político-estratégico, a federação afirma que foi criado um fórum permanente de diálogo para debater temas como transição energética justa, fortalecimento do Sistema Petrobras e o futuro das subsidiárias.

Segundo a FUP, a aprovação do acordo também evitou a abertura de um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que poderia colocar em risco cláusulas negociadas e compromissos assumidos.

Posição da Petrobras

A Petrobras informou que apresentou uma proposta com avanços relevantes, reforçando seu compromisso com o diálogo e com o encerramento do movimento grevista. A empresa afirma que ao menos sete sindicatos já formalizaram a aprovação do acordo, enquanto outros ainda realizam assembleias para confirmar a decisão.

De acordo com a estatal, a greve não provocou impactos na produção e o abastecimento ao mercado segue normalizado.

Como começou a paralisação

A greve teve início à meia-noite do dia 15 de dezembro, após os trabalhadores rejeitarem propostas iniciais da empresa durante as negociações do ACT. Entre os principais pontos de insatisfação estavam os reajustes considerados insuficientes e a falta de solução para os déficits do fundo de pensão Petros, que afetam diretamente aposentados e pensionistas.

Durante o auge do movimento, sindicatos relataram paralisações em refinarias, plataformas offshore, terminais, termelétricas, usinas de biodiesel e unidades administrativas em diversos estados do país.

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