
Haddad sai em defesa de Lula e diz que Vorcaro “enganou geral” ao se vender como grande empresário
Ministro minimiza encontro no Planalto e afirma que Galípolo agiu para conter o que chamou de “maior fraude bancária da história”
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, resolveu entrar em campo para defender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a polêmica envolvendo um encontro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no fim de 2024.
Segundo Haddad, a reunião não tinha nada de “escandaloso” naquele momento, porque ainda existiam apenas suspeitas e boatos sobre irregularidades. Para ele, Vorcaro conseguiu passar a imagem de alguém bem-sucedido e confiável — e acabou “levando muita gente no bico”.
Em entrevista ao Metrópoles, Haddad afirmou que muitos acreditavam estar diante de um nome forte do mercado:
“Imaginavam que ali tratava-se de um grande empresário, um banqueiro emergente”, disse o ministro.
Haddad elogia Galípolo e diz que BC tomou providências
Ao ser questionado sobre a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na condução do processo de liquidação do Banco Master, Haddad também saiu em defesa dele.
O ministro afirmou que Galípolo teria feito tudo o que era necessário para impedir o avanço do problema, inclusive com o envolvimento de órgãos de investigação, já que, segundo ele, o caso deixou de ser apenas “um banco quebrando” e passou a ter sinais de crime.
Haddad foi direto ao diferenciar uma falência comum de um esquema fraudulento:
“Uma coisa é um banqueiro fazer mau negócio e quebrar, outra coisa é quando envolve fraude e gestão obscura”, explicou.
“Foi tratado com diligência”, diz ministro
Haddad ainda afirmou que acompanhou o caso de perto e garantiu que a situação vinha sendo monitorada com cuidado desde o ano anterior.
Para ele, até a chegada de Galípolo ao Banco Central, não havia elementos claros que apontassem um grande escândalo criminoso — no máximo, um empreendimento “mal feito”, sem futuro e que não se sustentaria.
Na visão do ministro, o cenário só ganhou contornos mais graves depois, quando começaram a surgir sinais de que não era apenas incompetência administrativa, mas algo bem mais sério.
Com isso, Haddad tenta reforçar a narrativa de que o governo não “fechou os olhos”, e que as medidas foram sendo tomadas conforme o problema se revelou maior do que parecia no começo.