Haddad tenta justificar desastre nos Correios — e culpa a concorrência por um rombo que não existia antes

Haddad tenta justificar desastre nos Correios — e culpa a concorrência por um rombo que não existia antes

Ministro fala em “reinvenção”, mas ignora que, antes do atual governo, os Correios eram lucrativos — e agora acumulam bilhões em prejuízo.

É revoltante ver Fernando Haddad aparecer para dizer que os Correios precisam passar por uma “reinvenção”, como se o caos instalado na estatal tivesse caído do céu. O ministro afirmou que a empresa está enfrentando um “ambiente concorrencial muito intenso”, mas esquece convenientemente de mencionar que, no governo Bolsonaro, a estatal registrava lucro — e não o gigantesco buraco que agora pesa sobre o bolso de todos.

Segundo Haddad, quando se “acaba com um monopólio” e o mercado passa a disputar apenas o “filé mignon da logística”, os Correios perdem espaço. Ele ainda tentou justificar que a estatal tem a obrigação constitucional de universalizar o serviço postal e, por isso, carrega um “ônus”.

Ora, obrigação constitucional os Correios sempre tiveram. O que eles não tinham era um rombo de R$ 6,1 bilhões como o acumulado em 2025. Falar em “ônus” agora soa quase como deboche diante de uma gestão que transformou uma empresa tradicionalmente sólida em uma estatal cambaleante.

A fala de Haddad não só minimiza a gravidade da situação, como tenta empurrar a culpa para a concorrência — quando o verdadeiro problema está em decisões internas desastrosas, ingerência política e incapacidade administrativa.

A tal “reinvenção” não deveria servir para maquiar erros: deveria começar com responsabilidade, transparência e respeito ao contribuinte, que hoje paga a conta de um prejuízo que simplesmente não existia antes.

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