INSS estende prazo e mais de 1 milhão ainda podem receber ressarcimento por descontos indevidos

INSS estende prazo e mais de 1 milhão ainda podem receber ressarcimento por descontos indevidos

Governo já devolveu valores a 3,7 milhões de aposentados e pensionistas; novos pedidos seguem até fevereiro de 2026

Mais de 1 milhão de beneficiários do INSS que reclamaram de descontos feitos sem autorização ainda têm direito a pedir o ressarcimento. A autarquia decidiu ampliar por mais três meses o prazo para contestação, agora válido até 14 de fevereiro de 2026.

Segundo o INSS, 3,7 milhões de aposentados e pensionistas já tiveram o dinheiro devolvido — um montante que chega a R$ 2,5 bilhões. Além deles, 1,1 milhão de segurados que apresentaram contestação continuam aptos a solicitar o reembolso.

O pagamento dos valores começou em 24 de julho, já corrigido pela inflação. Muitos segurados vinham sendo prejudicados desde antes da pandemia. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que o governo está analisando minuciosamente cada entidade que realizou os descontos para identificar casos de fraude.

“Estamos avaliando caso a caso para identificar quem cobrou indevidamente. Foi um esforço grande montar toda a estrutura jurídica e orçamentária para garantir o ressarcimento aos aposentados”, afirmou o ministro.

Como aderir ao acordo

A adesão é gratuita e não exige envio de documentos. O pedido pode ser feito:

  • pelo aplicativo Meu INSS;
  • pela central 135;
  • ou nas agências dos Correios.

Depois da contestação, as entidades acusadas têm até 15 dias úteis para apresentar defesa.

Quem tem direito ao ressarcimento

Podem receber:

  • segurados que não obtiveram resposta da entidade dentro do prazo;
  • quem recebeu resposta irregular, com documentos falsificados ou gravações duvidosas.

Quem tem processo na Justiça pode aderir ao acordo, mas precisa desistir da ação. Nesses casos, o INSS pagará 5% de honorários advocatícios para ações individuais abertas antes de 23 de abril de 2025.

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