Ipanema cresce enquanto Havaianas afunda em polêmica: o mercado respondeu

Ipanema cresce enquanto Havaianas afunda em polêmica: o mercado respondeu

Após campanha ideológica da rival, marca Ipanema ganha milhões de visualizações e dispara em seguidores nas redes

A crise de imagem enfrentada pela Havaianas nas redes sociais acabou abrindo espaço para que sua principal concorrente colhesse os frutos. Enquanto a tradicional marca de chinelos virou alvo de boicote após uma campanha publicitária interpretada como política, a Ipanema soube ler o momento, entrou no jogo com inteligência — e venceu.

Em meio à repercussão negativa do comercial estrelado por Fernanda Torres, a Ipanema publicou uma mensagem irônica nas redes sociais que caiu como uma luva para o público descontente. O resultado foi imediato: milhões de visualizações, engajamento recorde e um salto impressionante no número de seguidores.

Em menos de dois dias, o perfil da Ipanema no Instagram praticamente dobrou de tamanho. A marca saiu de pouco mais de 500 mil seguidores para ultrapassar a marca de 1,1 milhão, atraindo consumidores que anunciaram publicamente a troca de marca. Para muitos, a escolha foi clara: menos discurso ideológico e mais foco no produto.

A publicação da Ipanema, em tom leve e provocador, foi vista como uma resposta direta à confusão criada pela concorrente. Sem discursos políticos ou mensagens ambíguas, a marca optou pelo humor e pela proximidade com o consumidor — estratégia que funcionou melhor do que qualquer militância publicitária.

Nas redes, comentários se multiplicaram com frases como “vou começar o ano de Ipanema”, “quem lacra não lucra” e “a Ipanema ganhou clientes de graça”. O sentimento predominante foi de rejeição à postura da Havaianas, acusada por parte do público de misturar propaganda com posicionamento político.

O episódio escancarou uma lição já conhecida no mercado: marcas que se afastam do consumidor para abraçar causas ideológicas correm o risco de pagar um preço alto. Enquanto a Havaianas enfrenta desgaste e boicotes, a Ipanema cresce, conquista espaço e transforma a crise alheia em oportunidade.

No fim das contas, o recado foi dado pelo próprio público: quem prefere lacrar, pode até viralizar — mas quem respeita o consumidor, lucra.

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