
Lindbergh Farias critica novo tarifaço dos EUA e chama Flávio Bolsonaro de “Tariflávio”
Deputado afirma que nova cobrança de 12,5% sobre produtos brasileiros pode representar tentativa de interferência na economia e no processo eleitoral do país
O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros provocou uma reação imediata do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados.
Após a confirmação de uma nova tarifa de 12,5% sobre mercadorias brasileiras exportadas para os Estados Unidos, o parlamentar criticou a decisão do governo de Donald Trump e acusou Washington de tentar interferir nos assuntos internos do Brasil.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Lindbergh afirmou que a medida faria parte de uma ação destinada a pressionar a economia brasileira e influenciar o ambiente político do país.
“É uma campanha orquestrada para desestabilizar a economia brasileira e interferir no processo eleitoral”, afirmou o deputado.
A nova tarifa foi formalizada pelo embaixador Jamieson Greer, por determinação do presidente Donald Trump. Segundo a justificativa apresentada pelo governo norte-americano, o Brasil foi incluído entre as economias penalizadas por não implementar ou fiscalizar de maneira considerada efetiva restrições à entrada de produtos fabricados com mão de obra análoga à escravidão em outros países.
Ataques a Flávio Bolsonaro
Durante o vídeo, Lindbergh também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
O deputado usou o apelido “Tariflávio” para ironizar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e questionar sua postura diante das novas medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos.
“Vocês viram que Flávio Bolsonaro, o ‘Tariflávio’, está fazendo contra o Brasil?”, questionou.
Lindbergh também contestou a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a aplicação da tarifa adicional e criticou a relação entre o debate sobre as taxações e a disputa política brasileira.
O parlamentar afirmou que os Estados Unidos já haviam imposto uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e argumentou que a nova cobrança poderia ampliar os impactos sobre as exportações nacionais.
Na legenda da publicação, Lindbergh voltou a afirmar que o tarifaço representaria uma tentativa de interferência na soberania brasileira e no processo eleitoral.
A nova medida amplia a tensão entre Brasília e Washington e acrescenta um componente político ao debate sobre as relações comerciais entre os dois países. Enquanto o governo norte-americano sustenta que a decisão está relacionada a questões comerciais e trabalhistas, integrantes do governo Lula e aliados acusam os Estados Unidos de utilizar as tarifas como instrumento de pressão política.
O episódio também passou a ser explorado na disputa eleitoral de 2026. Ao apelidar Flávio Bolsonaro de “Tariflávio”, Lindbergh tenta associar o pré-candidato à política comercial de Trump e transformar o debate sobre as tarifas em mais um capítulo da polarização entre o governo Lula e a oposição bolsonarista.