
Lula chama Eduardo Bolsonaro de “fujão” e reacende embate político sobre pandemia e STF
Em cerimônia no Planalto, presidente volta a criticar família Bolsonaro, cita falas sobre vacina e gera reação no campo da oposição
Durante um evento oficial no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a elevar o tom contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um discurso marcado por críticas à condução da pandemia de Covid-19 e menções a investigações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em sua fala, Lula chamou Eduardo Bolsonaro de “fujão” e afirmou que ele estaria nos Estados Unidos “tentando pregar um golpe contra o Brasil”, em referência às articulações políticas e jurídicas envolvendo aliados do ex-presidente fora do país.
💬 Discurso no Planalto reabre feridas da pandemia
A declaração ocorreu durante a sanção da lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. No mesmo evento, Lula voltou a citar falas de Jair Bolsonaro sobre vacinação, criticando o que classificou como postura de desestímulo à imunização durante a crise sanitária.
Segundo o presidente, declarações feitas pelo ex-chefe do Executivo contribuíram para a desinformação no período da pandemia. Ele também defendeu que haja responsabilização política e histórica sobre a condução do governo naquele momento.
“Não podemos deixar isso cair no esquecimento”, afirmou Lula ao se referir às mais de 700 mil mortes registradas no país.
⚖️ Investigação, STF e tensão política
As falas de Lula acontecem em meio ao avanço de processos envolvendo Eduardo Bolsonaro no STF, onde ele responde por acusações relacionadas a suposta coação no curso de investigações. A Procuradoria-Geral da República aponta que o ex-deputado teria atuado no exterior para pressionar autoridades brasileiras e buscar apoio político internacional.
Eduardo deixou o Brasil há mais de um ano e teve o mandato cassado pela Câmara após excesso de faltas.
🔎 Clima de embate e reação política
As declarações do presidente foram interpretadas no meio político como mais um capítulo da escalada de tensão entre o governo e o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados da oposição reagiram criticando o tom do discurso, enquanto governistas defendem que o tema da pandemia ainda exige responsabilização e memória institucional.
O episódio também reacende o debate sobre o uso político da tragédia da Covid-19, que deixou mais de 700 mil mortos no Brasil, e segue sendo um dos pontos mais sensíveis da disputa entre governo e oposição.