
Lula critica ausência de jogadores da Seleção no voo de volta ao Brasil e dispara: “Que vergonha. Só voltou um jogador”
Presidente ironiza dispersão do elenco após eliminação na Copa do Mundo de 2026, elogia robô desenvolvido por estudante e brinca que a tecnologia faria o Brasil conquistar o hexacampeonato.
A eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 continua repercutindo, desta vez pelas palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, nesta segunda-feira (13), Lula criticou a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de liberar os jogadores logo após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final do Mundial.
O presidente demonstrou surpresa com o fato de praticamente todo o elenco ter seguido diretamente para férias ou compromissos particulares, sem embarcar no voo fretado pela CBF que trouxe a delegação de volta ao Brasil. Dos 26 atletas convocados, apenas Danilo, atualmente no Flamengo, retornou no avião oficial da Seleção.
Em tom de crítica e também de ironia, Lula destacou a situação durante seu discurso.
“Mandei um recado para o Ancelotti, técnico da seleção brasileira. Aquela que foi com um monte de gente e voltou ‘sozinho’. Quase não tinha ninguém para voltar no avião da seleção, gente, que vergonha. Só voltou um jogador no avião, gente, o resto ficou tudo pra lá. Se tivesse ganho a Copa, estava todo mundo dançando aqui.”
A declaração rapidamente ganhou repercussão por colocar em evidência a dispersão imediata da delegação após a eliminação, atitude que também chamou atenção da imprensa internacional. Com autorização da CBF, os atletas deixaram o MetLife Stadium, em Nova Jersey, diretamente para seus destinos pessoais.
Alguns jogadores permaneceram nos Estados Unidos para aproveitar o período de férias, entre eles Vinícius Júnior e Neymar. Outros seguiram para cidades onde vivem e atuam por seus respectivos clubes ao redor do mundo, sem retornar ao Brasil com a delegação oficial.
Robô “agressivo” vira brincadeira com Ancelotti
Durante a visita aos laboratórios do Instituto Mauá, Lula conheceu projetos desenvolvidos por estudantes, entre eles um robô capaz de executar movimentos esportivos. A demonstração inspirou uma comparação bem-humorada com o desempenho da Seleção Brasileira.
O presidente descreveu o equipamento como um robô “agressivo” e comparou sua capacidade a dois dos principais atacantes do futebol mundial: Kylian Mbappé, da França, e Erling Haaland, da Noruega.
Na sequência, afirmou que chegou a sugerir ao técnico Carlo Ancelotti a contratação simbólica da máquina.
“O menino fez um robô agressivo, parecia o Mbappé, parecia o Haaland. O robô joga a bola lá para cima. Eu falei para o Ancelotti: se quiser contratar, contrata esse robô, porque ele vai fazer o Brasil ganhar a Copa do Mundo.”
A fala provocou risos entre os presentes e reforçou o tom descontraído adotado pelo presidente ao comentar a campanha brasileira no torneio.
Eliminação ainda repercute
A Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final após perder por 2 a 1 para a Noruega, encerrando de forma precoce a participação brasileira na Copa do Mundo de 2026. A derrota gerou críticas de torcedores, analistas e ex-jogadores, além de intenso debate sobre o desempenho da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
A dispersão imediata do elenco após a partida também passou a ser alvo de comentários dentro e fora do Brasil, já que praticamente nenhum dos atletas acompanhou a delegação no retorno oficial organizado pela CBF.
Ao comentar o episódio, Lula transformou a situação em uma crítica pública ao comportamento do grupo, resumindo sua avaliação em uma frase que dominou a repercussão do discurso:
“Quase não tinha ninguém para voltar no avião da seleção, gente. Que vergonha. Só voltou um jogador no avião; o resto ficou tudo pra lá.”
A declaração tornou-se um dos principais destaques da agenda presidencial do dia e acrescentou um novo capítulo às discussões sobre a campanha da Seleção Brasileira após a eliminação no Mundial de 2026.