Lula volta ao Vale do Jequitinhonha e anuncia mais de R$ 1 bilhão para educação indígena e quilombola

Lula volta ao Vale do Jequitinhonha e anuncia mais de R$ 1 bilhão para educação indígena e quilombola

Enquanto Zema se ausenta do evento, presidente reforça presença em Minas com novos investimentos e foco em inclusão social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou nesta quinta-feira (24) em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, para oficializar um pacote de investimentos voltado à educação de comunidades indígenas e quilombolas. A visita, no entanto, foi marcada também pela ausência do governador Romeu Zema (Novo), que mais uma vez optou por não acompanhar a agenda presidencial no estado.

Lula anunciou a aplicação de R$ 1,17 bilhão por meio do Novo PAC, recurso que será destinado à construção de 249 escolas em territórios quilombolas e indígenas. Além disso, foram destacadas 22 obras emergenciais voltadas às comunidades Yanomami e Ye’Kwana, que enfrentam graves crises humanitárias.

Essa é a sexta viagem de Lula a Minas Gerais apenas em 2025. O estado, considerado essencial nas disputas eleitorais por seu peso no colégio eleitoral, tem recebido atenção especial do Planalto. Nos últimos meses, o presidente passou por Campo do Meio, Betim, Ouro Branco, Montes Claros, Contagem e Mariana — reforçando compromissos com o campo, a indústria, a saúde e o meio ambiente.

Apesar do protagonismo da visita, Zema, que ensaia sua candidatura à Presidência em 2026, não apareceu. Sua ausência, já recorrente nas agendas federais, parece seguir uma estratégia deliberada de distanciamento político. Segundo a assessoria do governo estadual, não havia compromissos oficiais registrados para esta quinta-feira, e nenhuma justificativa foi apresentada sobre a ausência em Minas Novas.

Além de Lula, participaram do evento ministros como Anielle Franco (Igualdade Racial), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Camilo Santana (Educação), Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). A presença do governo federal reforça a intenção de levar políticas públicas a regiões historicamente negligenciadas — e a de estreitar laços com comunidades que seguem à margem dos investimentos estruturais.

O simbolismo do local escolhido não passa despercebido. O Vale do Jequitinhonha é uma das regiões com menor índice de desenvolvimento humano do país. Investir em educação ali é mais que política — é um gesto de reparação histórica.

Enquanto isso, Zema prefere seguir falando à distância, pelas redes sociais. No palanque ou no tweet, os rumos da disputa por corações, mentes — e votos — já estão em curso.

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