
Magnitsky dá o ar da graça
Esposa de Moraes sofre sanção dos EUA e vê contas e bens congelados
Se você achava que a política brasileira só gerava confusão dentro do país, pense novamente: os Estados Unidos entraram no jogo. Nesta segunda-feira (22), Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, foi alvo da Lei Magnitsky, sanção econômica que bloqueia contas, congela bens e ainda impede a entrada no território americano. Uma espécie de “punição VIP” que geralmente recai sobre corruptos e violadores de direitos humanos.
Não é só: a medida também atinge a empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos, da qual Viviane é sócia. Oficialmente, os EUA alegam que ações como essa têm base em acusações de corrupção ou violações graves de direitos humanos, mas o timing é… curioso: acontece dias após a condenação de Bolsonaro e seus aliados por tentativa de golpe de Estado.
Em julho, Alexandre de Moraes já havia sido sancionado pelo mesmo motivo. Na ocasião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, classificou Moraes como responsável por uma “campanha opressora de censura, detenções arbitrárias e perseguições políticas” — nada mal para um ministro que tenta manter a ordem eleitoral no Brasil.
Para quem não conhece, a Lei Magnitsky, criada em 2012 e ampliada em 2016, permite que cidadãos estrangeiros acusados de corrupção ou abusos contra direitos humanos sejam incluídos na lista de restrições econômicas dos EUA. Ou seja, é uma forma elegante de dizer: “Não entra, não mexe com nosso dinheiro e fique fora da nossa vista”.
Enquanto isso, o R7 tentou contato com Viviane Barci, mas não obteve resposta — o silêncio fala por si. E como de costume, o espaço segue aberto, caso alguém queira responder.
No final das contas, o episódio deixa claro que, no tabuleiro político internacional, até uma condenação nacional pode gerar sanção transnacional, e que o Brasil continua no centro das atenções — agora também como alvo de congelamento de contas e bens, uma versão moderna de “fica de castigo”.