
Manuela d’Ávila fica fora do Senado no Rio Grande do Sul
Ex-deputada terminou em terceiro lugar, com 17,07% dos votos válidos, enquanto Sanderson e Marcel van Hattem conquistaram as duas cadeiras em disputa
Manuela d’Ávila (PSOL) está fora do Senado Federal. A ex-deputada disputou uma das duas vagas destinadas ao Rio Grande do Sul, mas terminou a eleição em terceiro lugar, com 1.957.697 votos, equivalentes a 17,07% dos votos válidos.
As duas cadeiras ficaram com Sanderson (PL), que recebeu 3.453.316 votos (30,11%), e Marcel van Hattem (Novo), com 3.449.053 votos (30,08%). A diferença entre os dois eleitos foi de apenas 4.263 votos.
Manuela, que já havia ocupado cargos eletivos e chegou a disputar a Prefeitura de Porto Alegre, retornava à política eleitoral depois de um período afastada de mandatos. Em 2024, deixou o PCdoB e ingressou no PSOL.
A pesquisa dizia uma coisa. A urna respondeu outra.
Na reta final, a disputa estava longe de ser definida. Pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro colocava Sanderson com 25%, Van Hattem com 22%, Manuela com 20% e Paulo Pimenta com 18%, considerando os votos válidos para as duas vagas. Ou seja, quatro candidatos apareciam tecnicamente próximos dentro da margem de erro.
No fim, entretanto, a urna não deixou espaço para segundo capítulo: Sanderson e Van Hattem foram eleitos, e Manuela terminou em terceiro.
A ironia eleitoral é simples: quem passou boa parte da campanha brigando por uma das duas cadeiras acabou olhando as duas vagas de longe.
Resultado muda a composição do Senado gaúcho
Com a eleição de Sanderson e Van Hattem, o Rio Grande do Sul terá, a partir de 2027, uma representação no Senado formada também por Hamilton Mourão (Republicanos), cujo mandato permanece até 2031. O resultado altera significativamente a composição política da bancada gaúcha.
Manuela deixa a disputa sem conquistar o mandato, mas continua sendo uma figura conhecida da política do estado e da esquerda brasileira. O resultado de 2026, porém, foi objetivo: 17,07% para Manuela, contra mais de 30% para cada um dos dois eleitos.
No fim, não houve vaga para todo mundo.
Duas cadeiras estavam disponíveis. Duas foram preenchidas. E Manuela ficou pelo caminho.
A urna falou — e, desta vez, falou bem alto.