Raquel Lyra derrota João Campos, supera disputa acirrada e é reeleita governadora de Pernambuco no 1º turno

Raquel Lyra derrota João Campos, supera disputa acirrada e é reeleita governadora de Pernambuco no 1º turno

Governadora do PSD conquista 2.805.438 votos, chega a 53,27% dos votos válidos e encerra a eleição sem segundo turno; João Campos fica com 44,82% e 2.360.469 votos — diferença supera 444 mil votos

Raquel Lyra está reeleita governadora de Pernambuco. A candidata do PSD venceu a eleição neste domingo, 4 de outubro de 2026, no primeiro turno, contrariando o cenário de forte equilíbrio apresentado pelas pesquisas na reta final da campanha.

Com 100% das urnas apuradas, Raquel recebeu 2.805.438 votos, equivalentes a 53,27% dos votos válidos. O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), seu principal adversário, terminou com 2.360.469 votos, correspondentes a 44,82%.

A diferença foi de 444.969 votos.

O resultado encerrou a disputa imediatamente: Raquel ultrapassou a marca necessária para vencer no primeiro turno e permanecerá no comando do Governo de Pernambuco até 2030.

A vitória ganha ainda mais dimensão quando comparada às pesquisas divulgadas às vésperas da votação. O eleitor pernambucano chegou ao domingo diante de um cenário de praticamente empate técnico. A urna, entretanto, produziu uma diferença muito maior.

A pesquisa Datafolha que apontava uma eleição em aberto

Na véspera da eleição, o Datafolha apresentou um cenário que praticamente impedia qualquer certeza sobre o resultado.

Considerando apenas os votos válidos, Raquel Lyra aparecia com 49% e João Campos com 48%.

A margem de erro era de 2 pontos percentuais, o que colocava os dois candidatos em empate técnico.

O levantamento foi realizado nos dias 2 e 3 de outubro, com 1.650 entrevistas presenciais, em 48 municípios pernambucanos, entre eleitores de 16 anos ou mais.

A pesquisa foi registrada no TSE sob os números PE-02404/2026 e BR-03462/2026, com nível de confiança de 95%.

Em outras palavras: na véspera, o Datafolha não permitia afirmar quem venceria a eleição nem sequer se haveria segundo turno.

E foi exatamente aí que a urna produziu a sua própria resposta.

Da diferença de um ponto na pesquisa para mais de oito pontos nas urnas

O contraste é um dos principais destaques da eleição pernambucana.

Na pesquisa final do Datafolha:

  • Raquel Lyra: 49%
  • João Campos: 48%

Na apuração oficial:

  • Raquel Lyra: 53,27%
  • João Campos: 44,82%

A diferença entre os dois saiu de apenas 1 ponto percentual no levantamento para 8,45 pontos percentuais no resultado eleitoral.

Ou seja, aquilo que parecia uma eleição decidida nos detalhes terminou com uma vitória clara no primeiro turno.

E há uma ironia inevitável nesse resultado: o eleitor não vota na pesquisa. Vota na urna.

A última Quaest também apontava disputa apertada

A Quaest divulgada em 3 de outubro, um dia antes da eleição, também indicava uma disputa apertada.

Nos votos válidos, Raquel Lyra aparecia com 52%, enquanto João Campos tinha 47%.

A pesquisa ouviu 2.652 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número PE-09665/2026.

Embora a Quaest já apresentasse uma vantagem numérica maior para Raquel, o levantamento ainda deixava aberta a possibilidade de uma disputa mais apertada.

Na prática, a votação confirmou a liderança da governadora, mas ampliou sua vantagem para mais de oito pontos percentuais.

A campanha chegou ao domingo sem vencedor definido

A reta final da campanha foi marcada pela polarização entre Raquel Lyra e João Campos.

A governadora buscava a continuidade de seu governo.

João Campos, então ex-prefeito do Recife, tentava assumir o comando do Estado e levar para o Palácio do Campo das Princesas o peso político de uma das famílias mais conhecidas da política pernambucana.

Durante a campanha, os dois trocaram críticas e disputaram diretamente o eleitorado do Estado.

O resultado final, porém, mostrou que Raquel conseguiu reunir votos suficientes para superar o adversário ainda na primeira votação.

Raquel Lyra faz história novamente

A vitória de 2026 tem um significado especial na trajetória política de Raquel.

Em 2022, ela havia se tornado a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco.

Quatro anos depois, volta a vencer uma eleição estadual e garante mais quatro anos no cargo.

A reeleição consolida uma trajetória que começou na política estadual e passou pela Prefeitura de Caruaru antes de chegar ao Governo de Pernambuco.

O TSE registra que Raquel tem 47 anos, é natural do Recife e possui formação superior. Antes de ser governadora, foi deputada estadual e prefeita de Caruaru por dois mandatos.

Da Polícia Federal à Prefeitura de Caruaru

A trajetória de Raquel não começou diretamente nas urnas.

Formada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ela foi delegada concursada da Polícia Federal e posteriormente passou pela administração pública estadual.

Entre 2007 e 2010, ocupou a Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo durante a gestão de Eduardo Campos.

Em 2010, foi eleita deputada estadual.

Também comandou a Secretaria de Criança e Juventude de Pernambuco.

Em 2014, foi reeleita deputada estadual com uma das maiores votações do Estado.

Depois, migrou para a política municipal.

Em 2016, foi eleita prefeita de Caruaru.

Em 2020, foi reeleita.

Em abril de 2022, deixou a Prefeitura para disputar o Governo de Pernambuco.

A sequência mostra uma carreira construída em diferentes níveis da administração pública: Polícia Federal, Executivo estadual, Assembleia Legislativa, Prefeitura de Caruaru e, finalmente, Governo de Pernambuco.

A primeira vitória para o governo também foi expressiva

Em 2022, Raquel disputou o segundo turno contra Marília Arraes.

Naquele ano, tornou-se a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco, com 58,70% dos votos, contra 41,30% de Marília.

Agora, quatro anos depois, conseguiu uma vitória diferente: não precisou sequer de segundo turno.

A comparação evidencia a evolução de sua trajetória eleitoral.

Em 2022, precisou de duas etapas para conquistar o Palácio do Campo das Princesas.

Em 2026, alcançou a maioria absoluta dos votos válidos já na primeira rodada.

A derrota de João Campos

João Campos terminou a eleição com 2.360.469 votos, ou 44,82% dos votos válidos.

A votação foi expressiva, mas insuficiente para impedir a reeleição de Raquel.

O resultado também encerra sua tentativa de transformar a Prefeitura do Recife em uma plataforma para chegar ao Governo de Pernambuco.

A diferença final foi de quase 445 mil votos.

João Campos ainda conseguiu vencer em diversas áreas do Estado, mas Raquel teve vantagem no conjunto da votação estadual. Levantamento baseado nos dados do TSE mostra que a governadora ficou à frente em 132 municípios, enquanto João Campos venceu em 52.

O mapa eleitoral, portanto, ajuda a explicar a vitória.

Não se tratou apenas de uma disputa concentrada na capital.

Raquel conseguiu construir uma maioria estadual ampla.

O resultado completo

Com 100% das urnas apuradas, a disputa pelo Governo de Pernambuco terminou assim:

Raquel Lyra (PSD) — 2.805.438 votos — 53,27% — eleita

João Campos (PSB) — 2.360.469 votos — 44,82%

Ivan Moraes (PSOL) — 77.699 votos — 1,48%

Renan (Missão) — 18.340 votos — 0,35%

Professora Camila (UP) — 3.495 votos — 0,07%

Guilherme Fonseca (PSTU) — 987 votos — 0,02%

Victor Assis (PCO) — 424 votos — 0,01%.

Foram 5.266.852 votos válidos, além de 156.481 votos brancos e 481.903 votos nulos.

A matemática que encerrou o segundo turno

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa conquistar mais de 50% dos votos válidos.

Raquel alcançou 53,27%.

Foi suficiente.

Não houve necessidade de uma segunda rodada.

João Campos, com 44,82%, ficou abaixo da marca necessária para provocar uma nova eleição.

A diferença entre os dois candidatos foi de 8,45 pontos percentuais.

Em votos absolutos, Raquel terminou com 444.969 votos a mais.

É uma diferença bastante superior àquela que as pesquisas indicavam na véspera.

A projeção do Datafolha veio antes da totalização completa

A confirmação da vitória aconteceu ainda durante a apuração.

Quando o Datafolha projetou a eleição, 41,85% das urnas haviam sido apuradas. Naquele momento, Raquel aparecia com 53,14% dos votos válidos, contra 44,39% de João Campos.

A metodologia da projeção utiliza os dados oficiais do TSE e considera a distribuição dos votos por regiões e municípios para verificar se o adversário ainda teria possibilidade matemática de alcançar o primeiro colocado.

Posteriormente, com 100% das urnas apuradas, o resultado oficial confirmou a projeção.

“Arrumamos a casa”, afirma Raquel

Durante a campanha e após a vitória, Raquel associou o resultado à avaliação de sua administração.

Em declaração divulgada após a vitória, afirmou que o governo havia “arrumado a casa” e que pretendia ampliar as ações durante o segundo mandato.

A governadora também citou investimentos e medidas realizadas durante a primeira gestão, incluindo a concessão dos serviços da Compesa e obras de infraestrutura.

Depois da confirmação da vitória, Raquel adotou um discurso de união política.

A governadora também reconheceu o apoio recebido do presidente Lula durante sua gestão e afirmou que manteria sua coerência política, colocando Pernambuco como prioridade.

A vice-governadora Priscila Krause também permanece

A chapa vencedora terá novamente Priscila Krause (PSD) como vice-governadora.

Com a reeleição, a dupla continuará no comando do Executivo estadual durante o próximo mandato.

O novo período de governo será marcado pela continuidade de projetos iniciados na primeira administração e pela necessidade de apresentar novos resultados diante de uma vitória eleitoral expressiva.

Uma vitória que não estava desenhada como certa

Talvez esse seja o principal elemento da eleição pernambucana.

Durante boa parte da reta final, as pesquisas apresentavam uma disputa extremamente equilibrada.

O Datafolha chegou a registrar 50% para Raquel contra 47% para João Campos em uma rodada anterior. Depois, na pesquisa final, a diferença caiu para apenas 1 ponto: 49% a 48% nos votos válidos.

A Quaest, por outro lado, apontou Raquel com 52% e João com 47% na última pesquisa antes da votação.

No domingo, os eleitores entregaram um resultado mais amplo:

53,27% para Raquel.

44,82% para João.

A pesquisa é fotografia. A urna é resultado.

E Pernambuco produziu uma diferença que não estava tão evidente nos levantamentos finais.

Mérito de Raquel Lyra

A reeleição merece ser registrada também pela trajetória política que levou Raquel até esse momento.

Ela não chegou ao segundo mandato apenas por uma candidatura improvisada.

Sua carreira reúne experiência na Polícia Federal, atuação no Executivo estadual, passagem pela Assembleia Legislativa, dois mandatos como prefeita de Caruaru e agora dois mandatos como governadora.

Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita para governar Pernambuco.

Em 2026, voltou às urnas e conseguiu superar uma disputa que, na reta final, era apresentada como tecnicamente equilibrada.

O resultado final mostra que Raquel conseguiu reunir uma maioria de 53,27% dos votos válidos, enquanto seu principal adversário ficou em 44,82%.

Isso é um dado eleitoral objetivo e representa o principal marco da noite pernambucana.

Parabéns, Raquel Lyra

Parabéns, Raquel Lyra, pela reeleição ao Governo de Pernambuco.

A governadora recebeu 2.805.438 votos e garantiu a permanência no Palácio do Campo das Princesas até 2030.

A vitória no primeiro turno, depois de uma reta final marcada por empate técnico nas pesquisas, torna o resultado ainda mais significativo do ponto de vista eleitoral.

Raquel chegou à eleição enfrentando um adversário competitivo, passou por uma campanha intensa e terminou com mais de 53% dos votos válidos.

Aos 47 anos, a governadora inicia agora um novo capítulo de sua trajetória política.

A primeira mulher a governar Pernambuco por eleição direta também será a primeira mulher a conquistar uma reeleição para o cargo.

Pernambuco falou nas urnas — e falou em primeiro turno.

A pesquisa mostrava uma disputa apertada.

A apuração mostrou outra realidade.

E o resultado oficial é claro:

Raquel Lyra foi reeleita governadora de Pernambuco com 53,27% dos votos válidos.

Agora começa o segundo mandato, com a responsabilidade de transformar a vitória eleitoral em novos resultados para os pernambucanos.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags