Moraes adia conclusão de perícia médica sobre saúde do general Heleno

Moraes adia conclusão de perícia médica sobre saúde do general Heleno

Laudo da Polícia Federal que analisa possível Alzheimer deve ficar pronto só após o Natal e pode influenciar pedido de prisão domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu ampliar o prazo para a entrega da perícia médica feita pela Polícia Federal sobre o estado de saúde do general Augusto Heleno. O exame busca confirmar se o militar apresenta Alzheimer ou outras doenças alegadas por sua defesa e agora deverá ser concluído até o dia 26 de dezembro.

Inicialmente, a previsão era de que o laudo fosse finalizado nesta quarta-feira (17), mas a própria PF solicitou mais tempo. Segundo os investigadores, novos documentos e questionamentos foram apresentados pela defesa de Heleno às vésperas da perícia, o que tornou a análise mais complexa e exigiu uma avaliação mais detalhada.

Em ofício enviado ao STF, a Polícia Federal explicou que, apesar da perícia ter sido realizada no último dia 12, o perito responsável considerou necessário um prazo maior para examinar todo o material adicional juntado ao processo. Diante disso, Moraes autorizou a prorrogação.

A avaliação médica foi determinada pelo ministro com o objetivo de esclarecer o real quadro clínico do general, especialmente no que diz respeito ao diagnóstico de Alzheimer e a outras condições de saúde citadas pelos advogados. O resultado da perícia será determinante para a análise de um eventual pedido de cumprimento de pena em regime domiciliar — possibilidade que já recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), levando em conta a idade e o estado de saúde do réu.

Augusto Heleno, que foi ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional no governo Jair Bolsonaro, foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado investigada após as eleições de 2022. Desde o fim de novembro, ele cumpre pena nas instalações do Comando Militar do Planalto.

A conclusão da perícia, agora prevista para depois do Natal, deve pesar de forma decisiva na próxima decisão do Supremo sobre a forma de cumprimento da pena do general.

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