NUNES MARQUES DÁ 24 HORAS À META PARA INVESTIGAR O “EXÉRCITO DO LULA” E LEVANTA SUSPEITAS SOBRE A MILITÂNCIA DIGITAL PETISTA

NUNES MARQUES DÁ 24 HORAS À META PARA INVESTIGAR O “EXÉRCITO DO LULA” E LEVANTA SUSPEITAS SOBRE A MILITÂNCIA DIGITAL PETISTA

A pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, presidente do TSE exige relatório técnico sobre possíveis ações coordenadas no canal administrado por André Janones. Google e X também deverão esclarecer se houve amplificação coordenada de buscas e hashtags às vésperas do segundo turno.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), KASSIO NUNES MARQUES, determinou, em 22 de outubro de 2026, que a META, responsável pelo WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, apresente, em até 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o canal “EXÉRCITO DO LULA”, administrado pelo deputado federal ANDRÉ JANONES (Rede-MG). A decisão atende a um pedido da campanha do senador FLÁVIO BOLSONARO (PL-RJ), que aponta suspeitas de mobilização coordenada para influenciar buscas na internet e ampliar conteúdos desfavoráveis ao candidato.

Entre os exemplos apresentados está o incentivo para que participantes pesquisassem expressões como “Bolsonaro mandou matar Lula”, além de termos relacionados a Flávio Bolsonaro. A campanha sustenta que essas ações poderiam interferir nas tendências de pesquisa do Google e na circulação de hashtags na rede social X. São alegações que ainda precisam ser verificadas tecnicamente e não constituem, por si só, prova de fraude eleitoral.

A determinação exige que a Meta investigue possíveis padrões de atuação coordenada, sincronização de atividades, replicação sistemática de mensagens, alcance das publicações, compartilhamentos e eventual amplificação artificial de conteúdos. A empresa também deverá esclarecer se houve publicidade paga, impulsionamento e distribuição patrocinada, além de demonstrar o cumprimento do plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral.

O GOOGLE E A REDE SOCIAL X também foram intimados a informar, no prazo de 24 horas, se identificaram amplificação coordenada dos termos e hashtags questionados entre 18 e 20 de outubro de 2026. O objetivo é esclarecer se houve mobilização capaz de alterar artificialmente a visibilidade de determinados assuntos nas buscas e nos tópicos em alta.

O episódio não começou agora. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, mas a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA. Posteriormente, uma análise técnica do próprio TSE não encontrou desinformação nas publicações examinadas. Em nova decisão, o funcionamento do canal foi condicionado ao registro perante a Justiça Eleitoral, exigência que acabou sendo cumprida.

Com mais de oito milhões de inscritos, o “Exército do Lula” tornou-se uma ferramenta relevante de mobilização digital em favor do presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT). O tamanho do canal, entretanto, não comprova irregularidade: o ponto central é verificar se as ações denunciadas representam participação política legítima ou eventual manipulação coordenada de sistemas digitais.

A crítica que se impõe é a necessidade de regras iguais para todos os lados. Se uma campanha utiliza estruturas digitais para organizar apoiadores, isso faz parte da disputa política. Mas, se houver uso artificial de engajamento para confundir mecanismos de busca ou fabricar tendências, a situação exige investigação e providências proporcionais.

A proximidade do segundo turno torna a apuração ainda mais delicada. FLÁVIO BOLSONARO tem direito de apresentar denúncias e exigir fiscalização; ANDRÉ JANONES e os responsáveis pelo canal têm direito de responder às acusações; e a META, o GOOGLE e o X precisam apresentar informações técnicas que permitam uma avaliação objetiva.

O resultado dessa apuração deve esclarecer os fatos, sem condenações antecipadas nem privilégios políticos. A democracia não pode depender de quem controla a maior máquina digital, mas da transparência, da igualdade de regras e da fiscalização efetiva.

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