Pacheco repudia anistia ao lado de Lula: “8 de janeiro foi traição à democracia”

Pacheco repudia anistia ao lado de Lula: “8 de janeiro foi traição à democracia”

Durante ato no Vale do Jequitinhonha com o presidente, senador critica proposta de perdão geral aos envolvidos nos ataques de Brasília e reforça compromisso com as instituições

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que atuou como presidente do Senado e do Congresso até fevereiro deste ano, usou sua presença ao lado do presidente Lula nesta quinta-feira (24/7), em Minas Novas (MG), para declarar firme oposição à proposta de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Durante evento que contou com anúncios de investimentos em educação para comunidades indígenas e quilombolas no Vale do Jequitinhonha, Pacheco foi direto ao ponto. Segundo ele, defender perdão total aos autores do ataque às sedes dos Poderes é minimizar o crime: “Querem anistia ampla e irrestrita como se o 8 de janeiro tivesse sido um passeio no parque”.

Instituições que resistem

Pacheco classificou os ataques como “traição à democracia”, citando o plano de golpe, as ações que depredaram prédios públicos e a tentativa de manipular a sociedade. Segundo ele, as instituições brasileiras não só funcionam, mas também reagem diante de ameaças ao Estado Democrático.

Lula como escudo democrático

Durante o discurso, Pacheco aproveitou para elogiar Lula, destacando sua trajetória e a liderança do atual governo no enfrentamento de crises, como a diplomacia com os EUA e o tema das tarifas comerciais: “Nunca o Brasil precisou tanto de alguém como hoje para defender sua soberania. Esse homem reúne experiência, sabedoria e respeito internacional”, afirmou.

Olhar para 2026

Convidado para reforçar sua pré-candidatura ao governo mineiro, Pacheco recebeu apoio explícito de Lula, que anunciou sua confiança no senador como cabeça de chapa em Minas Gerais em 2026. A aliança pode consolidar uma base competitiva naquele que é o segundo maior colégio eleitoral do país.

Na agenda, Pacheco falou sobre sua trajetória pessoal, relembrando seu compromisso, como presidente do Congresso, de garantir a posse do presidente eleito, reafirmando que “trair a democracia” nunca esteve em seu histórico.

Um recado claro

No fim das contas, a mensagem foi direta: a tentativa de anistiar os responsáveis pelos atos de 8 de janeiro não tem apoio neste bloco político e será enfrentada com firmeza. “Quem ignora os fatos passa por cima da justiça. Nós, como atores públicos, temos o dever de resistir”, concluiu.

A fala de Pacheco ecoa um alerta: que a democracia do Brasil não será negada nem esquecida — especialmente por aqueles que buscam revogar os efeitos de um dos episódios mais graves do país nos últimos anos.

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