
Silveira lança Pacheco como alternativa a Zema e cutuca abandono das políticas públicas em Minas
Ao lado de Lula, ministro critica gestão estadual e defende candidatura de Pacheco ao governo de Minas em 2026; senador reafirma compromisso com a democracia e alfineta movimento pró-anistia
Durante evento realizado nesta quinta-feira (24/7) em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), não poupou críticas ao governo de Romeu Zema (Novo) e aproveitou a ocasião para endossar a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo de Minas em 2026. Ao lado do presidente Lula, Silveira acusou a atual gestão mineira de ter abandonado áreas cruciais como saúde, educação, segurança e desenvolvimento social.
“Minas precisa de alguém com coragem para reconstruir o que foi deixado de lado. E esse alguém é o Pacheco”, afirmou o ministro, que ainda disse ter “absoluta convicção” de que o senador terá dois grandes desafios: recuperar o estado e garantir a permanência de Lula na Presidência até 2030.
Recado a Zema e apoio a Lula
O ministro fez questão de destacar que a presença de Pacheco no evento reforça o compromisso do grupo político com os mineiros e com o projeto de reeleição de Lula. Segundo Silveira, o senador foi peça-chave na defesa da democracia durante a crise institucional de 2022, quando presidia o Congresso Nacional: “Os mineiros devem gratidão a Pacheco pela firmeza e responsabilidade num momento crítico do país”, disse.
Pacheco, por sua vez, não confirmou oficialmente sua candidatura, mas acenou positivamente ao projeto lulista, elogiando medidas do governo federal voltadas para Minas Gerais — como a renegociação da dívida do estado, o acordo de Mariana e investimentos em infraestrutura.
Firme contra anistia a golpistas
Ainda em seu discurso, o senador deixou claro que não compactua com a tentativa de apagar os crimes de 8 de janeiro. Criticou o movimento que tenta conceder perdão irrestrito aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes e reiterou seu histórico de respeito às urnas.
“Na minha trajetória política, posso ter cometido erros, mas nunca traí a democracia. Quando fui presidente do Congresso, garanti que o eleito tomaria posse no dia 1º de janeiro de 2023 — e assim foi feito”, disse, num recado direto aos que ainda flertam com o golpismo.
Com discursos alinhados e críticas afiadas ao atual governo de Minas, o evento selou mais um capítulo da articulação política para 2026, onde Pacheco desponta como o nome favorito de Lula para enfrentar o bolsonarismo no segundo maior colégio eleitoral do Brasil.