
Pavilhão dos Países pega fogo na COP30 e provoca correria, mas ninguém se fere em Belém
Incêndio na área central da conferência interrompeu debates, levou à evacuação geral e reacendeu críticas sobre a estrutura do evento
Um incêndio atingiu o Pavilhão dos Países — parte da chamada Zona Azul — na tarde desta quinta-feira (20), durante a COP30, em Belém. As primeiras chamas surgiram pouco depois das 14h, e em cerca de meia hora o fogo já havia sido controlado pelo Corpo de Bombeiros. Apesar do susto e da correria, ninguém ficou ferido.
Imagens que circularam pelas redes sociais mostravam o teto tomado pelo fogo e equipes de segurança orientando a evacuação imediata do espaço, que é o coração da conferência: é ali que ficam os estandes dos países, debates oficiais, mesas temáticas e apresentação de projetos climáticos.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que as chamas foram contidas rapidamente graças ao uso de materiais anti-incêndio na estrutura dos pavilhões. Segundo ele, o local será isolado para avaliação técnica e a sequência dos debates — prevista para continuar até sexta-feira (21), último dia do evento — ainda será definida pela organização da COP30 em conjunto com a ONU.
Bombeiros utilizaram um caminhão-pipa para conter o fogo, e parte do fornecimento de energia foi cortada para evitar riscos maiores. As primeiras informações apontam que o incêndio pode ter começado em um estande — inicialmente citado como sendo da China, e depois, em outra versão, da Índia — e a investigação trabalha com duas hipóteses: falha em um gerador ou curto-circuito.
ONU já havia alertado problemas estruturais
O episódio ocorre dias depois de a ONU enviar uma carta ao governo brasileiro cobrando providências sobre falhas de segurança e problemas na infraestrutura dos pavilhões. O documento citava desde portas sem monitoramento até calor excessivo, infiltrações e risco de água próxima a instalações elétricas.
A preocupação aumentou após a tentativa de invasão ao evento na semana anterior, quando cerca de 150 ativistas conseguiram entrar em um pavilhão, deixando feridos e evidenciando fragilidades no controle da área.
O papel do Pavilhão dos Países
O Pavilhão dos Países funciona como uma vitrine global: ali, delegações nacionais e organizações internacionais apresentam projetos, discutem ações climáticas e mantêm encontros paralelos às negociações formais. Embora não seja o espaço dos diplomatas que fecham acordos, ele é considerado um dos locais mais movimentados e simbólicos da COP.
Com a área interditada, a retomada das atividades depende agora da liberação completa dos bombeiros e de uma nova avaliação de segurança pela organização da conferência.
A expectativa é que a ONU divulgue uma atualização oficial ainda nesta tarde.