PL busca união na família Bolsonaro para fortalecer candidatura de Flávio em 2026

PL busca união na família Bolsonaro para fortalecer candidatura de Flávio em 2026

Valdemar Costa Neto afirma que resolver conflitos internos é essencial para enfrentar Lula e manter chapa competitiva

O Partido Liberal (PL) enfrenta desafios internos enquanto se aproxima das eleições de 2026. Nesta segunda-feira (30), o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que é fundamental resolver os problemas familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) consiga enfrentar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma disputa equilibrada.

Em entrevista durante evento do grupo Lide em São Paulo, Valdemar revelou que já marcou uma reunião com Flávio para tratar das divergências internas. “Eles têm problema na família, lógico, mas vamos ter que resolver todos porque essa eleição vai ser decidida por muito pouco. Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta mais para o Brasil. Nós temos que ganhar as eleições”, afirmou.

Conflitos expostos publicamente

O racha familiar se acentuou após a decisão de Jair Bolsonaro de lançar Flávio como candidato principal do PL. Embora o partido tente minimizar a crise nas redes sociais, Michelle Bolsonaro e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro trocaram indiretas publicamente, evidenciando desentendimentos sobre decisões políticas e hierarquia partidária.

Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde o início de 2025, chegou a afirmar que Michelle deveria respeitar a “hierarquia” do partido, reforçando que decisões importantes não dependem do aval da madrasta: “Um partido é uma hierarquia. Tem que ter general, coronel, a tropa ali embaixo”, disse.

Estratégia para a chapa de Flávio

Valdemar também comentou sobre a escolha do vice de Flávio, defendendo a participação de uma mulher para equilibrar a chapa. Ele sugeriu o nome da senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS), mas reconheceu que a parlamentar não aceitaria o convite:

“A Tereza Cristina falou para mim, na semana passada, que não pretende ser vice, que tem um projeto para o Senado. Ela vai ajudar bastante a gente no plano de governo, mas não será candidata à vice, eu tenho certeza, ela não quer”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de lançar Michelle Bolsonaro como vice, Valdemar afirmou que seria “muito difícil” e ressaltou a necessidade de diálogo com outros partidos para compor a chapa de forma estratégica e competitiva.

O cenário eleitoral

O PL trabalha para transformar divergências internas em unidade, buscando garantir que Flávio Bolsonaro seja uma candidatura sólida e capaz de enfrentar Lula em um cenário político cada vez mais polarizado. A gestão de conflitos familiares e a definição da vice são vistas como peças-chave para uma campanha bem-sucedida.

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