PM dispara 7 vezes em homem durante briga de trânsito em SP e depois se desespera: “reza e chora no local”

PM dispara 7 vezes em homem durante briga de trânsito em SP e depois se desespera: “reza e chora no local”

Câmera corporal revela sequência de tiros, falas do policial e reação emocional após o disparo; caso está sob investigação da Polícia Civil e da PM

Um vídeo captado por câmera corporal de um policial militar de São Paulo expôs uma ocorrência que terminou em morte no bairro do Jaraguá, zona norte da capital, e abriu mais uma frente de discussão sobre o uso da força em abordagens policiais.

As imagens, registradas em 28 de abril e divulgadas recentemente, mostram o momento em que o agente atira contra um homem durante uma intervenção ligada a uma briga de trânsito. Segundo o registro e relatos da ocorrência, a PM foi acionada após um motociclista afirmar ter sido ameaçado por um motorista que estaria armado com uma faca.

O vídeo mostra a aproximação da viatura e, em seguida, um dos policiais verbalizando de forma contundente: “vou matar ele”, antes de efetuar os disparos. Ao todo, foram sete tiros contra o homem, que acabou não resistindo aos ferimentos.

Logo após a ação, a gravação muda completamente de tom. O mesmo policial aparece em visível abalo emocional, chorando e pedindo para que a vítima não morra enquanto o socorro não chegasse ao local. Em outro momento, ele chega a rezar.

A cena contrasta de forma dura com os segundos anteriores e evidencia o nível de tensão da ocorrência: de um lado, a decisão letal tomada em poucos instantes; de outro, o colapso emocional imediato após os disparos.

De acordo com informações apuradas, o homem morto havia sido apontado como autor de uma tentativa de agressão com faca durante a discussão no trânsito. Familiares afirmam que ele fazia tratamento para esquizofrenia, o que adiciona mais uma camada de complexidade ao caso.

Após o ocorrido, o local foi isolado e o policial entregou a câmera corporal à corporação. A Polícia Militar informou que abriu investigação interna e que todas as imagens estão sendo analisadas junto com demais provas para apuração da conduta dos agentes envolvidos.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou, em nota, que não compactua com excessos e que o caso também é investigado pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os policiais envolvidos foram afastados das funções operacionais enquanto as investigações seguem em andamento.

O episódio, agora sob análise das autoridades, se soma a outros casos recentes em que imagens de câmeras corporais colocam em discussão os limites da atuação policial e a necessidade de controle mais rigoroso no uso da força em abordagens nas ruas.

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