“Preço Justo? Só se for no Mundo Paralelo do Ministro”

“Preço Justo? Só se for no Mundo Paralelo do Ministro”

Na Belém da COP30, diária de R$ 3 mil vira ‘promoção’ e ministro garante que está tudo dentro da normalidade — quase 15 vezes mais caro, mas quem liga?

Em Belém, a COP30 ainda nem começou, mas o clima de surrealismo já está no ar. Enquanto hotéis da capital paraense aproveitam o evento para transformar diárias comuns em luxos dignos de conto de fadas — saltando para até R$ 3 mil — o ministro do Turismo, Celso Sabino, garante que está tudo certo: “Temos hospedagens e preços justos”, afirmou, com a serenidade de quem parece morar num país onde salário mínimo é pago em euros.

Segundo o ministro, essa história de preço impraticável é “coisa superada”. Afinal, o governo está investindo mais de R$ 4 bilhões em obras e trazendo até navios para virar hotel flutuante. Tudo para evitar “argumentos contra” a realização da conferência na cidade.

Para Sabino, pagar R$ 2 mil ou R$ 3 mil por uma diária não é nenhum drama — talvez até uma pechincha, se compararmos com… bem, não sei exatamente com o quê. E para quem acha caro, o ministro lembra que haverá “preços subsidiados” para delegações de países mais pobres. Já para o público comum, a lei da oferta e da procura segue firme e forte — com bastante oferta de preços altos e procura desesperada por algo que caiba no bolso.

No fim das contas, Belém promete fazer “a maior e melhor COP da história da ONU”. E, para quem duvidar, o ministro deixa claro: os pessimistas “vão perder”. Perder o quê exatamente? Provavelmente a esperança de pagar barato.

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